Fiocruz nega pedido do STJ para vacinação antecipada
Redação DM
Publicado em 23 de dezembro de 2020 às 17:40 | Atualizado há 6 anos
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), fez um pedido à fundação responsável pela fabricação da vacina contra Covid-19. A solicitação era para que “ministros, servidores e colaboradores”, recebessem a vacina antes.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), determinou que não haverá mudança no quadro de vacinação. Negando a petição de Marcos Antonio Cavalcante, diretor-geral do STJ. Marcos também agregava na solicitação “o quadro de pessoal do Conselho da Justiça Federal”.
A presidente da Fiocruz, Nísia Verônica Trindade Lima divulgou sua resposta ao pedido. Ela afirma que “toda a produção da Fiocruz será integralmente destinada ao Ministério da Saúde”. “Infelizmente, a Fiocruz não possui autonomia”, diz em ofício, a fundação sobre o caso. E acrescenta “nem mesmo para dedicar parte da produção da vacina para a imunização de seus servidores e colaboradores”.
O STJ enviou uma nota falando sobre o assunto, “o ofício encaminhado à Fiocruz se refere à intenção de compra de vacinas para a Covid-19”. Além da “intenção de compra de vacinas vem sendo manifestada por diversos órgãos públicos que realizam campanhas de imunização entre seus funcionários como, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal (STF) que encaminhou ofício semelhante à Fiocruz”.
A nota também relata que o pedido foi “sem nenhum tipo de preferência para o tribunal”. E finaliza dizendo “além da Fiocruz, o Instituto Butantan também recebeu ofício do STJ”.
“O interesse de reservar doses da vacina, tão logo estejam disponíveis para uso e comercialização, visa imunizar magistrados, servidores ativos e inativos, dependentes, estagiários e colaboradores terceirizados do STJ e do Conselho da Justiça Federal (CJF)”.
A Fiocruz juntamente com Universidade de Oxford e a AstraZeneca, vem desenvolvendo a vacina para combater a Covid-19. Eles também possuem uma ordem de prioridades para a vacinação.