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Goiás tem novo patamar na defesa agropecuária

Redação DM

Publicado em 21 de agosto de 2020 às 18:52 | Atualizado há 2 anos


Paulo Lício

Probidade, responsabilidade, ética e transparência são requisitos fundamentais para as boas práticas de administração, principalmente na gestão pública. Em Goiás, a aplicação de boas práticas de gestão e a responsabilidade no uso dos recursos públicos são notórias, conduta adotada pelo governador Ronaldo Caiado e determinada a toda sua equipe.

Na Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) o quadro não é diferente. Tão logo assumiu a direção do órgão no início de 2019, o presidente José Essado tratou de economizar. Uma das primeiras medidas foi a redução dos custos administrativos e operacionais, com renegociação de contratos de aluguel, telefonia, combustíveis, Correios, vigilância e redução de servidores comissionados. O resultado dos ajustes feitos culminou com economia de R$ 1.126.782,00 ao longo de 2019.



Paulo Lício

Ao mesmo tempo, em 2019 e 2020, dois convênios firmados com o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária em Goiás (Fundepec), garantiram recursos da ordem de R$ 2.425.000,00. Em outra frente, a Agrodefesa conseguiu destravar recursos da ordem de R$ 1.699.247,60 provenientes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), referentes à segunda parcela de um convênio firmado ainda em 2015. Em relação a este mesmo convênio, José Essado recuperou outros R$ 220 mil retidos da primeira parcela e que já haviam voltado ao Mapa.

A modernização da infraestrutura também foi outro desafio enfrentado. Com recursos do Fundepec e do Fundo de Incentivo à Cultura do Algodão em Goiás (Fialgo), foram investidos também quase R$ 350 mil em novos equipamentos de informática para a Agência. A mudança de paradigmas operacionais e nas ações finalísticas da Agrodefesa também merecem destaque. Houve melhoria na educação sanitária, com a visão de que antes de fiscalizar e punir, é preciso educar, por meio da informação e da orientação técnica. A Agrodefesa ainda firmou parcerias com 64 cooperativas e sindicatos rurais em todo o Estado, principalmente para emissão de Notas Fiscais e Guias de Trânsito Animal (GTAs).

A Agência também modernizou o atendimento virtual aos produtores rurais. Além dos serviços já disponíveis no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), lançou o Aplicativo Sidago, para emissão de GTAs e Notas Fiscais pelo celular, iniciativa pioneira no Brasil. Tanto que na campanha de vacinação contra febre aftosa deste ano, 53.057 pecuaristas fizeram a declaração de vacinação em meio eletrônico. Vale ressaltar as três etapas de vacinação contra aftosa realizados nos últimos 18 meses, todas com índice de imunização superior a 99%.

A garantia da oferta de alimentos seguros à população também tem sido alvo de cuidados permanentes na Agrodefesa. A inspeção de produtos de origem animal é serviço essencial desenvolvido pela Agrodefesa em estabelecimentos cadastrados na Agência, no âmbito do Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Além de frigoríficos e laticínios, abrangem empreendimentos de produção de ovos, mel e pescados.

Resultados positivos foram alcançados também no segmento da defesa vegetal. Para tanto, o controle no trânsito de espécies vegetais, pelo acompanhamento das autorizações e permissões de trânsito vegetal (ATV e PTV), é contínuo, de modo a prevenir a entrada e a disseminação de pragas na fruticultura goiana.

Na área da fiscalização vegetal, uma das inovações mais relevantes foi a implementação do Sistema de Inteligência e Gestão Estadual de Agrotóxicos (Sigea), que normatiza o uso correto de defensivos agrícolas no Estado, com abrangência sobre os segmentos envolvidos na comercialização, uso, armazenamento, prestação de serviços, responsáveis técnicos, transportadores e devolução de embalagens vazias de agrotóxicos. Foi criado o Agroativo, ferramenta de educação sanitária que facilita o cumprimento das normas para utilização de agrotóxicos.

Houve modernização nos três laboratórios da Agrodefesa: Laboratório de Controle de Qualidade de Sementes e Mudas (LabSem), Laboratório de Controle de Qualidade dos Alimentos (LabQuali) e Laboratório de Análise e Diagnóstico Veterinário (LabVet).

Desse modo, pode-se afirmar que Goiás caminha de forma célere para atingir um novo patamar na defesa sanitária animal e vegetal. A forma diferenciada de gestão adotada pelo Governo do Estado e pela direção da Agrodefesa beneficia a todos. É Goiás fazendo e vivenciando a assertiva do slogan oficial do Governo: Somos Todos Goiás.

Paulo Lício é jornalista, assessor de Comunicação da Agrodefesa


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