Juri popular de vigilante acusado de matar porteiro é adiado pela justiça
Redação DM
Publicado em 14 de outubro de 2020 às 16:08 | Atualizado há 2 anos
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) adiou, para 26 de novembro de 2020, o júri popular que deve julgar o vigilante Wallas Gomes de Lima, de 27 anos, acusado de matar um porteiro após discussão por causa de uma bolinha de papel, em Itumbiara, no sul de Goiás. O julgamento inicialmente seria na terça-feira (13), mesma data em que o crime completou dois anos.
De acordo com o despacho, assinado pelo magistrado Alessandro Luis de Souza, o júri teve de ser adiado por conta da pandemia da Covid-19. Conforme o documento, apesar de já terem sido liberados julgamentos presenciais, isso aconteceu há pouco tempo e o tribunal não conseguiria atender a todas as exigências necessárias para realizar a sessão no dia previsto.
“Não obstante tenha ocorrido a autorização para o retorno da realização dos júris, a aludida autorização aconteceu recentemente, não tendo sido possível a adoção de todas as providências necessárias para a realização da sessão na data anteriormente designada”, escreveu.
O réu, Wallas Gomes de Lima, está preso desde 29 de maio de 2019. Para a TV Anhanguera a defesa dele informou que “seu cliente fez questão de ser julgado pela sociedade Itumbiarense, e que no Tribunal do júri será provado que toda tragédia não se deu ‘por causa de uma bolinha de papel”.
O crime
O vigilante Wallas Gomes de lima, é acusado de matar a tiros, o porteiro Guilherme Alves Pereira, de 23 anos, no dia 13 de outubro de 2018, no condomínio em que ambos trabalhavam, em Itumbiara.
Na data, câmeras na portaria do condomínio onde vítima e réu trabalhavam registraram quando o porteiro foi assassinado.

As imgens mostram quando o porteiro vai ao próprio carro e, quando está voltando, é rendido pelo segurança. Guilherme fica com as mãos para o alto, vira-se de costas e é baleado. Já caído ao chão, mais tiros são disparados contra a cabeça da vítima. Outros seguranças chegam depois e ficam desesperados.
Na época, as investigações apontaram que a discussão entre os dois começou por conta de um papel jogado no chão. “O vigilante atirou uma bola de papel no chão da guarita do porteiro, que pediu que ele catasse. Eles iniciaram uma discussão”, disse o delegado respónsavel pelo caso, Ricardo Chueire, ao fim das apurações.
Segundo Chueire, a vítima teria mandado uma mensagem para um amigo horas antes do crime dizendo que havia sido ameaçada.
Ainda de acordo com o delegado, vítima e réu já tinham se desentendido em outra ocasião. “Houve uma discussão a respeito da divisão do gasto de combustível e, desde então, a relação deles estava abalada”, afirmou.