Brasil

Mercado de show é prejudicado, e produtores pedem para que fãs não peçam reembolso

Redação DM

Publicado em 26 de março de 2020 às 12:26 | Atualizado há 2 anos


Produtores ouvidos pelo G1 explicaram o que pode acontecer com o mercado de shows no Brasil, por conta dos cancelamentos em razão da pandemia do coronavírus no País

Lúcio Ribeiro (Popload Gig e Poplad Festival), Eric de Haas (shows de heavy metal) e Marco Antônio Tobal Junior (Espaço das Américas e Villa Country) citaram os possíveis impactos negativos:



  • O Brasil pode sair da rota dos principais artistas estrangeiros no 2º semestre, porque eles vão priorizar os países não visitados da Europa, Ásia e América do Norte;
  • O calendário será dominado por shows que deveriam ter acontecido no período do isolamento, fazendo com que produtores desistam de novos shows;
  • A volta será mais lenta do que você pensa, com público aos poucos perdendo o medo de ir aos eventos cheios de gente;
  • Festivais e casas de médio e pequeno porte podem quebrar se os fãs decidirem pedir reembolso de ingressos além da conta, mesmo sem saber se poderão ir na data remarcada.



Produtores também pedem para que os fãs não peçam reembolso para evitar que casa de shows quebre. “Existe um movimento muito saudável que meio que começou na Bélgica e se espalhou pelo mundo, inclusive pelo Brasil, que é pras pessoas não pedirem a devolução do dinheiro do ingresso.”

Ele diz que as casas de shows e os festivais de médio e pequeno porte vão sentir muito os efeitos da crise. “Se você não tem uma estrutura muito gigante, um fluxo de caixa, enfim, não está muito preparado e faz um festival pra pagar o anterior… Isso é um sinal de que você pode quebrar.”

Eric de Haas, um holandês que começou como fotógrafo e editor de revistas de rock, mas hoje é um dos principais produtores de shows de heavy metal no Brasil. Ele afirma que o rock pesado também vai ser prejudicada pela onda de cancelamentos e adiamentos, necessários após a pandemia da Covid-19.

“Essa é situação mais difícil que eu já vivenciei como produtor. Por exemplo, a primeira turnê agora do Sonata Arctic tem 20 datas na América Latina inteira”, explica Eric. Os shows que seriam em abril foram remarcados para novembro.

Além do prejuízo com a remarcação, o produtor também garante que deve sofrer também nos próximos meses. E ele tem uma péssima notícia para fãs de metal:

“Eu estava já negociando com outras bandas, só que com a enxurrada de shows que vai ser empurrada para o segundo semestre, eu parei negociações que eu estava planejando.”



Com informações do G1



Lúcio Ribeiro, um dos maiores produtores do Brasil, que além de produzir eventos também cobre festivais e shows como jornalista, garante que nunca viu outro caso assim:

“É um negócio geral, internacional. Nunca pensei que pudesse ocorrer algo do tipo. Eu já vi coisas como, por exemplo, no 11 de setembro, Nova York ficar parada. Em um primeiro momento, os Estados Unidos inteiro, mas depois Nova York, aí foi a retomada devagar, mas até aí perto de tudo que está acontecendo é fichinha.”

A tendência é que o calendário de atrações gringas seja um dos piores em muito tempo. O segundo semestre de shows ficará muito prejudicado com essa paralisia.

“Eles vão dar prioridade lá fora, como sempre deram, né? Primeiro o mercado deles lá, americano, inglês, e depois Europa, Ásia. Pode demorar pra uma banda internacional vir pra cá em um festival de médio porte pra baixo. Vão priorizar um tempo perdido com outros mercados”, explica Lúcio.

O produtor que já trouxe nomes como Blondie, PJ Harvey, Wilco, Libertines, Iggy Pop, XX, Tame Impala e Lorde ao Brasil , explicou que cancelamento é diferente de adiamento.

“Sim, obviamente adiado é diferente de cancelado”, diz Lúcio. “Em shows que já estavam em curso, vendendo ingressos, casas reservadas, planejamento feito, pra você cancelar isso é um custo grande, que quebra clubs, pode quebrar festivais. Se você não tem uma estrutura, um colchão um pouco mais firme pra aguentar turbulências, pode dar bem ruim.”



Produtores também pedem para que os fãs não peçam reembolso para evitar que casa de shows quebre. “Existe um movimento muito saudável que meio que começou na Bélgica e se espalhou pelo mundo, inclusive pelo Brasil, que é pras pessoas não pedirem a devolução do dinheiro do ingresso.”

Ele diz que as casas de shows e os festivais de médio e pequeno porte vão sentir muito os efeitos da crise. “Se você não tem uma estrutura muito gigante, um fluxo de caixa, enfim, não está muito preparado e faz um festival pra pagar o anterior… Isso é um sinal de que você pode quebrar.”

Eric de Haas, um holandês que começou como fotógrafo e editor de revistas de rock, mas hoje é um dos principais produtores de shows de heavy metal no Brasil. Ele afirma que o rock pesado também vai ser prejudicada pela onda de cancelamentos e adiamentos, necessários após a pandemia da Covid-19.

“Essa é situação mais difícil que eu já vivenciei como produtor. Por exemplo, a primeira turnê agora do Sonata Arctic tem 20 datas na América Latina inteira”, explica Eric. Os shows que seriam em abril foram remarcados para novembro.

Além do prejuízo com a remarcação, o produtor também garante que deve sofrer também nos próximos meses. E ele tem uma péssima notícia para fãs de metal:

“Eu estava já negociando com outras bandas, só que com a enxurrada de shows que vai ser empurrada para o segundo semestre, eu parei negociações que eu estava planejando.”



Com informações do G1



Lúcio Ribeiro, um dos maiores produtores do Brasil, que além de produzir eventos também cobre festivais e shows como jornalista, garante que nunca viu outro caso assim:

“É um negócio geral, internacional. Nunca pensei que pudesse ocorrer algo do tipo. Eu já vi coisas como, por exemplo, no 11 de setembro, Nova York ficar parada. Em um primeiro momento, os Estados Unidos inteiro, mas depois Nova York, aí foi a retomada devagar, mas até aí perto de tudo que está acontecendo é fichinha.”

A tendência é que o calendário de atrações gringas seja um dos piores em muito tempo. O segundo semestre de shows ficará muito prejudicado com essa paralisia.

“Eles vão dar prioridade lá fora, como sempre deram, né? Primeiro o mercado deles lá, americano, inglês, e depois Europa, Ásia. Pode demorar pra uma banda internacional vir pra cá em um festival de médio porte pra baixo. Vão priorizar um tempo perdido com outros mercados”, explica Lúcio.

O produtor que já trouxe nomes como Blondie, PJ Harvey, Wilco, Libertines, Iggy Pop, XX, Tame Impala e Lorde ao Brasil , explicou que cancelamento é diferente de adiamento.

“Sim, obviamente adiado é diferente de cancelado”, diz Lúcio. “Em shows que já estavam em curso, vendendo ingressos, casas reservadas, planejamento feito, pra você cancelar isso é um custo grande, que quebra clubs, pode quebrar festivais. Se você não tem uma estrutura, um colchão um pouco mais firme pra aguentar turbulências, pode dar bem ruim.”



Produtores também pedem para que os fãs não peçam reembolso para evitar que casa de shows quebre. “Existe um movimento muito saudável que meio que começou na Bélgica e se espalhou pelo mundo, inclusive pelo Brasil, que é pras pessoas não pedirem a devolução do dinheiro do ingresso.”

Ele diz que as casas de shows e os festivais de médio e pequeno porte vão sentir muito os efeitos da crise. “Se você não tem uma estrutura muito gigante, um fluxo de caixa, enfim, não está muito preparado e faz um festival pra pagar o anterior… Isso é um sinal de que você pode quebrar.”

Eric de Haas, um holandês que começou como fotógrafo e editor de revistas de rock, mas hoje é um dos principais produtores de shows de heavy metal no Brasil. Ele afirma que o rock pesado também vai ser prejudicada pela onda de cancelamentos e adiamentos, necessários após a pandemia da Covid-19.

“Essa é situação mais difícil que eu já vivenciei como produtor. Por exemplo, a primeira turnê agora do Sonata Arctic tem 20 datas na América Latina inteira”, explica Eric. Os shows que seriam em abril foram remarcados para novembro.

Além do prejuízo com a remarcação, o produtor também garante que deve sofrer também nos próximos meses. E ele tem uma péssima notícia para fãs de metal:

“Eu estava já negociando com outras bandas, só que com a enxurrada de shows que vai ser empurrada para o segundo semestre, eu parei negociações que eu estava planejando.”



Com informações do G1


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia