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MP denuncia ex-deputado e secretário municipal por fraudar venda de cestas básicas para órgãos públicos

Redação DM

Publicado em 14 de dezembro de 2020 às 14:31 | Atualizado há 6 anos

O Ministério Público de Goiás denunciou na sexta-feira (11) pelo menos 19 pessoas de uma suposta organização criminosa acusada de fraudar venda de cestas básicas para órgãos públicos e fornecer sacos de lixo para a Comurg sem licitação. Dentre os denunciados estão o secretário de Assistência Social da prefeitura de Goiânia, Mizair Lemes Júnior e o ex-deputado estadual Wolney Wagner de Siqueira Júnior, conhecido como Waguinho.

A denuncia foi feita a partir da operação Grande Família, realizada em agosto deste ano, em Goiânia. Até o momento a Comurg e a Prefeitura de Goiânia não se pronunciaram sobre as acusações do MP. A defesa do secretário de Assistência Social, Mizair Lemes Júnior, disse que ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia. Já a defesa do ex-deputado estadual Waguinho disse que ele recebeu a denúncia com tranquilidade e que vai provar a inocência dele na justiça. As informações são do G1.

Procurados pelo jornal, Divino Farias Pereira mudou de advogado e a reportagem não conseguiu contato com a nova defesa dele e a defesa de Sebastião Alves de Sousa não retornou as ligações.

Nas denuncias feitas à justiça, o MP aponta que 19 pessoas praticaram crimes de corrupção ativa, passiva, fraudes à licitação, falsidades ideológicas e vários outros. Segundo o MP, Sebastião Alves de Sousa é o suposto comandante da organização criminosa empresarial. Em que conforme as investigações, ele foi o reponsável por montar um esquema que tinha: um núcleo familiar, um operacional com “laranjas”, o contábil e, por fim, um núcleo político.

Para os promotores, Sebastião fraudou licitações, corrompeu servidores públicos, produziu e usou inúmeros documentos falsos, usando as empresas em nome de parentes. Segundo o documento Divino Farias Pereira era o gerente de Sebastião e sabia do superfaturamento na prestação dos serviços para órgãos públicos.

De acordo com o MP, ex-deputado estadual Wolney Wagner Júnior também tinha envolvimento no esquema e estava à frente da Comurg quando iniciou os contatos com a organização criminosa.

Até esse ano Waguinho e o grupo mantinham o esquema, em que ele passou a ocupar o cargo de assessor da presidência no SESC, onde tentou fraudar uma licitação para vender cestas básicas. Segundo as investigações, Sebastião Alves de Sousa pretendia vender cestas básicas para o SESC no valor de R$ 20 milhões.

Ele contava com a ajuda de Waguinho para tentar se desvincular da licitação, porém  o negócio não avançou porque a equipe jurídica descobriu irregularidades no processo.

Operação Grande Família

A operação Grande Família, feita em agosto deste ano prendeu sete pessoas e durante as buscas vários documentos foram apreendidos.

Desses, em um documento de 25 de maio, o diretor-regional do SESC escreveu que os processos não seguiram os ritos normais praticados pelo setor de compras. Outros relatóruos importantes também sofreram alterações.

Com isso o Ministerio Público pediu providências para apurar a prática inaceitável de agentes internos da regional de Goiás que tinham a função de zelar pelo processo e agiram de modo contrário. Segundo a denuncia do orgão, apesar do SESC ter anulado a compra, o crime teria dado certo com a Prefeitura de Goiânia.

Sebastião vendeu em abril deste ano 75 mil cestas básicas para Secretaria de Assistência Social, no valor de R$ 5 milhões.

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