Professor que afirmou ‘namorar’ aluna de 10 anos é preso, em BH
Redação DM
Publicado em 5 de outubro de 2022 às 17:21 | Atualizado há 4 anos
Um professor de 24 anos de uma escola municipal foi preso na terça-feira, 4, após os pais de uma aluna de 10 anos descobrirem que os dois mantinham um relacionamento e se desclaravam por mensagens. O caso aconteceu em Belo Horizonte
Segundo o boletim de ocorrência, a escola tinha conhecimento do caso há pelo menos duas semanas e omitiu a informação aos pais da menina. Quando a polícia foi à escola, a coordenação e a direção da escola tentaram impossibilitar o trabalho dos policiais a fim de proteger o professor.
O caso veio à tona depois que uma aluna perguntou se a mãe da garota vigiava o telefone dela, pois havia visto a criança trocar mensagens com alguém estranho.
A criança, por sua vez, afirmava à mãe que conversava com o professor. Era essa a forma que o professor teria orientado a menina a responder qualquer pergunta sobre com quem ela estaria conversando.
Apesar de a menina afirmar que conversava com uma amiga, ela se referia à suposta amiga no sexo masculino, além do mais, o perfil da outra pessoa era fake.
A mãe da criança vigiou o celular da filha e seu Instagram por cinco dias. Ao ir até a polícia na segunda-feira, 3, não conseguiu registrar o boletim. Ela então decidiu ir até a escola junto com o marido e chamar a polícia no dia seguinte.
Na escola, os policiais tiveram acesso às mensagens trocadas no Instagram. No boletim de ocorrência, consta que a criança e o professor mantinham um relacionamento. Nas mensagens, o professor chamava a aluna de ‘gostosa’ e que ‘daria uns beijos nela’.
A Prefeitura de Belo Horizonte informou, por meio de nota, que o caso é conduzido no âmbito policial.
“A Secretaria Municipal de Educação está acompanhando a situação junto à família e está à disposição da polícia para os esclarecimentos necessários. É importante ressaltar que o trabalhador já foi afastado das atividades”, diz o Executivo. Sobre a atuação das responsáveis pela instituição, a PBH pontuou “que imediatamente após tomar conhecimento da situação, a equipe da unidade entrou em contato com a família para prestar assistência e os devidos esclarecimentos”, disse a nota.
A Polícia Civil instaurou inquérito policial para apuração dos fatos após a denúncia de suposta prática de assédio. Os envolvidos foram levados à Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, Criança, Adolescente e Vítimas de Intolerâncias.
O suspeito foi liberado devido a falta de elementos suficientes para prisão em flagrante, o celular foi confiscado para perícia.
A Polícia Civil informou que investigação segue em sigilo na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente.
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