Brasil

Retomada cultural goiana: ações para garantir a autossuficiência do setor artístico

Redação DM

Publicado em 5 de agosto de 2021 às 16:14 | Atualizado há 5 anos

Este ano a Unesco comprovou em números o que percebemos poucos meses após o início da pandemia da Covid-19: mais de 70% dos fazedores de cultura do Brasil perderam praticamente toda sua fonte de renda com o surto do novo coronavírus.

É preciso se atentar a um sintoma muito grave em âmbito nacional e local: a vulnerabilidade generalizada que a classe artística e cultural vivia, antes mesmo da atual emergência em saúde pública. Isso porque faltam políticas públicas que garantam autossuficiência à classe como um todo e não apenas àqueles poucos profissionais que, por serem conhecidos do grande público, se sustentam com seus trabalhos artísticos.

O que pude perceber nitidamente desde que o governador Ronaldo Caiado me convidou para a Secretaria de Estado da Cultura é que a classe artística goiana precisava, precisa e precisará, ainda mais no pós-pandemia, de um suporte capaz de garantir autonomia financeira a seus agentes.

A política cultural concentrada apenas em editais é paliativa. O que o setor cultural de Goiás merece, e a atual gestão desenvolve, é a implantação de uma política pública cultural realista e engajada junto à classe, que inclui editais, claro, mas também outras alternativas. A famosa via de mão dupla.

Sensível à esta realidade, o Programa Retomada Cultural, realizado pelo Governo de Goiás por meio da Secult/Goiás, engloba frentes de ação que abarcam todos os setores culturais e faixas etárias distintas, alcançando gradativamente o interior do Estado.

Detalhamos resumidamente as iniciativas que integram o programa. Para auxiliar os empreendedores culturais, criamos o “Mais Crédito”, que é uma linha de empréstimo facilitada, exclusiva às empresas e trabalhadores da cultura, com 12 meses de carência, e até 36 meses de prazo para a quitação, com taxa de meio por cento ao mês. Por meio do programa, oferecemos consultorias para que esses trabalhadores possam extinguir suas dívidas. Nesse sentido, temos também  a “Contrapartida Cultural – FCO”, que prevê apoio a iniciativas culturais por empresas interessadas em obter acesso ao crédito facilitado do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

Também já estamos preparados para retomar gradativamente as atividades presenciais em nossos espaços. Elaboramos uma série de protocolos seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde para garantir eventos culturais seguros. Para testar as medidas de biossegurança, realizamos a 4ª Live Cultural Solidária em formato híbrido: com a presença de um público composto por 100 pessoas, todas testadas negativamente para Covid-19, e com transmissão on-line. Para auxiliar os produtores de eventos, a secretaria também vai ceder seus espaços mediante agendamento prévio.

Outra ação que merece destaque é a elaboração do Plano Estadual de Cultura, cuja consulta pública está aberta no site da Secretaria de Estado de Cultura (www.cultura.go.gov.br).

A Retomada Cultural engloba ainda a implantação da Casa de Cultura, a requalificação e o restauro de igrejas, e a disponibilização de produtos culturais a alunos e professores por meio do “Juventude Cultural”.

Eis o início de uma mudança de paradigma que nunca foi feita aqui no Estado no que se refere à Cultura – que estava até sem uma secretaria específica antes de Ronaldo Caiado assumir, vale lembrar. São várias as iniciativas que visam revitalizar o setor cultural. A Secult/Goiás, por meio de nosso governador, não mede esforços para promover mudanças significativas e eficazes no segmento cultural goiano.

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