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Super Heróis

Redação DM

Publicado em 20 de outubro de 2015 às 00:11 | Atualizado há 11 anos

“Por vezes, quando reflito sobre as tremendas consequências que resultam das pequenas coisas… Fico tentado a pensar que não há pequenas coisas.”

(Bruce  Barton)

Continuando o tema Super-Heróis (gestão de carreiras), os escolhidos desta semana foram os simpáticos “Quarteto Fantástico”. Neste tema, abordaremos um conceito que tem sido negligenciado pela maioria das pessoas deste século, mas que é de vital importância para compreendermos tanto a condição quanto a natureza humana: a ideia de família. Na maioria das histórias em quadrinhos, as famílias são relegadas ao segundo plano da  narrativa principal, em favor de inflamadas batalhas entres seres superpoderosos. O Quarteto Fantástico é uma exceção, cujos laços familiares são uma parte tão importante da história quanto as suas aventuras.

O super time dos quadrinhos, Quarteto Fantástico, foi criado no início da década de 1960 por Stan Lee e Jack Kirby. A florescente cultura jovem americana da época parecia estar mais interessada nos assuntos típicos de adolescentes, por isso, uma revista em quadrinhos que abordasse temas mais pesados como: traição, angústia e brigas familiares poderia não ser tão atraente para o público-alvo como as histórias que apresentavam adolescentes com superpoderes. Entretanto, a revista também tratava de temas como alienação individual,a natureza de uma família e a importância da amizade, mais que os outros quadrinhos da época.

Sua história: os superpoderes do Quarteto Fantástico foram obtidos quando um foguete espacial experimental projetado por Reed Richards (sr. Fantástico) atravessou uma tempestade de raios cósmicos durante seu vôo experimental. Ao regressarem para a terra, os quatros tripulantes descobriram que tinham novas e bizarras habilidades. Reed podia esticar seu corpo como borracha, sua noiva Susan ganhou a habilidade de ficar invisível e projetar campos de força, seu irmão Jonny, adquiriu o poder de controlar o fogo e, devido à alteração de temperatura do ar à sua volta, pode voar e por último, o piloto Bem foi transformado em um mostro rochoso. Tal fato, tem levado o cientista Reed à culpar-se constantemente devido a impossibilidade de seu velho amigo “Coisa”, não assumir a forma humana e, sente-se traumatizado por isso (não é à toa que o “Coisa”, tornou-se uma figura paternal de todos). Se analisarmos bem, os quatro personagens foram moldados nos clássicos “quatro elementos” da cultura grega: Terra (coisa), fogo (tocha humana), vento (mulher invisível), e água ( fluidez) do sr. Fantástico.

Nenhuma família é perfeita, assim como nenhuma amizade, e o quarteto fantástico, sabe como trabalhar bem essas diferenças; no final de cada aventura seus laços de irmandade são sempre reforçados (como irmandade familiar conseguem perdoar os erros se reestruturando para novos desafios). O que realmente é enfatizado é o fato de que este grupo ao contrário da maioria dos super-heróis, literalmente demonstram serem uma verdadeira família. Mostrem-me  uma família que não tenha suas diferenças ou briguinhas. Para aqueles que não sabem, três dos quatro membros são oficialmente parentes, exceção do “Coisa” que é uma amigo chegado do grupo.

Examinando um pouco mais os laços familiares do Quarteto Fantástico, eles tem um senso enorme de utilidade, prazer e divertimento no que fazem, compromisso e respeito mútuos oriundos do bem virtuoso de cada um. Ao contrário de alguns super-heróis que tem suas identidades ocultas, o Quarteto Fantástico não tem suas identidades em segredo, como toda e qualquer família isso os torna vulneráveis em qualquer situação; e como toda família confere aos amigos e demais presentes uma simpatia contagiante. As melhores famílias não julgam, elas permitem que o potencial de cada membro seja incentivado e realizado. Na boa família, as metas de cada um são afinadas com as dos outros, e não contrárias. E uma boa família existe a mais confiável fonte de apoio que qualquer um de nós pode ter. Bons membros de uma família tentam levantar uns aos outros em momentos de necessidades. Vemos tudo isso no Quarteto Fantástico (porque não em nossa família?), quem não tem aquele(a) irmã(o) esquentadinho(a), invisível aos problemas, elástico demais em ajudar os outros ou brutalhão (coisa) em resolver uma situação.

Por fim, se examinarmos todas estas interações do Quarteto Fantástico, perceberemos que a visão de amizade (junto à ideia de que uma família pode ser vista como uma boa parceria para se viver bem); isso pode nos ajudar a compreender o quanto esse grupo de super-heróis tem uma dinâmica e unidade familiar composta de amigos que se importam de verdade uns com os outros (apesar de suas diferenças e desacordos). Em toda família equilibrada, seus membros, apoiam-se (senso de utilidade), gostam de estarem juntos (senso de prazer), e zelam pelo bem-estar de todos (senso de virtude).

Querido leitor, tenha você e sua família fantástica uma boa semana. E vamos à luta!

 

(Cezar Tadeu S. Veiga, especialista andragógico em Gestão de Pessoas, pós-graduado em Docência Universitária)

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