Brasil

Pacientes das UTIs do Hugo são estimulados com arte

Redação DM

Publicado em 8 de junho de 2020 às 19:53 | Atualizado há 6 anos

O Hospital de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), tem desenvolvido metodologias para que sejam amenizados os transtornos durante o período de internação em um dos leitos das quatro Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Além de músicas, é ofertada a possibilidade de pintar um desenho, ou se expressar da maneira como tiver vontade.

A música que sai do telefone celular conectado à rede de internet relaxa a paciente, que escolhe os giz de cera na caixa, e da forma como lhe convém, colore o desenho impresso na folha de papel. O branco é rapidamente substituído pelas cores que saem da imaginação da paciente. O super herói colorido ainda carrega, logo abaixo, uma palavra. O significado abstrato para quem simplesmente observa a folha de papel, tem muito a dizer.

“É justamente através da sublimação que se pode observar o que a pessoa está vivendo naquele momento, naquela situação. Os sentimentos, os desejos, os medos se transformam em formas, rabiscos, palavras e cores, e isso, por si, já muda. O paciente sai da situação de tensão que naturalmente o ambiente tem, para ir a algum lugar de conforto”, descreve Letícia Vieira, coordenadora multidisciplinar e psicóloga do Hugo.

A iniciativa que ganhou o nome de Projeto Giz de Cera surgiu de duas colaboradoras. A psicóloga Laiany Garcia de Paula e a fisioterapeuta Laura Cardoso Nascimento tiveram como base a vivência com pacientes que estão em UTIs e tendem a desenvolver ansiedade, ou até perda de noção de espaço e tempo. Os materiais usados passam por um rígido processo de higienização, para evitar contaminações cruzadas.

“São estimulados vários fatores benéficos ao paciente. Desde a concentração, memória, a expressão de sentimentos, além de respiração, coordenação motora, entre outros fatores”, descreve Vieira. Durante a sessão, o paciente além de ouvir a música da própria vontade, também faz exercícios de fisioterapia motora e respiratória.

A ação acontece diariamente, nos leitos de UTI, e os pacientes que participam devem apresentar consciência e o mínimo de capacidade motora para desenvolver as atividades.

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