Cotidiano

A segunda maior produção de grãos da história

Redação DM

Publicado em 9 de fevereiro de 2018 às 01:38 | Atualizado há 1 ano

De acordo com o 5º Le­vantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divul­gado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Co­nab), a produção de grãos da sa­fra 2017/2018 pode chegar a 225,6 milhões de toneladas. Mesmo com um recuo de 5,1% em relação à safra passada, que foi a maior de toda a história (237,7 milhões de t), a safra deste ano deve ficar em segundo lugar, apresentando nú­meros significativos em relação à série histórica de grãos.

Com um crescimento de mais de 0,2%, a área total ultrapassou os 61 milhões de hectares. Entre as cultu­ras, a preferência do produtor segue pelo milho e a soja que represen­tam quase 88% dos grãos produzi­dos no país. No caso da soja, houve uma queda de 2,2% na produção, fi­cando em 111,6 milhões de tonela­das contra 114,1 milhões/t do últi­mo período. Já para o milho total, a expectativa é de redução de 10,1%, passando de 97,8 milhões para 88 milhões de toneladas. A primeira safra pode ficar em 24,7 milhões de t, enquanto a do milho segunda sa­fra revela uma possível produção de até 63,3 milhões de toneladas.

O estudo mostra ainda que o ce­nário mais favorável foi do algodão, com aumento de 17% na produção da pluma, totalizando 1,79 milhão de toneladas e 1,1 milhão de hecta­res, com elevação de 17,4% na área. Este aumento, junto com o da soja, favoreceu a ampliação da área to­tal plantada. Com maior liquidez e possibilidade de melhor rentabili­dade frente a outras culturas, a le­guminosa tende a elevar-se a uma média de 3,3%, podendo alcançar 35 milhões de hectares.

No quesito produtividade, a soja aponta para uma queda, sendo estimada em de 3.185 kg/hectare contra 3.364 da safra anterior. Uma vez que as culturas estão ainda em fase inicial de colheita, os números divulgados têm como base os ren­dimentos apurados nas pesquisas de campo com o acompanhamen­to agro-meteorológico e espectral realizado pela Companhia. A pes­quisa foi feita nos principais cen­tros produtores de grãos no país, entre os dias 21 e 27 de janeiro.

 

Produção industrial fecha 2017 com crescimento

Dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), 12 ti­veram expansão no índice acu­mulado em 2017, que fechou o ano com crescimento de 2,5% na média nacional. Os dados foram divulgados hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísti­ca (IBGE). O destaque de cresci­mento foi o Pará, com 10,1%.

Também apresentaram cresci­mento acima da média nacional as localidades de Santa Catarina (4,5%), Paraná (4,4%), Rio de Ja­neiro (4,2%), Mato Grosso (3,9%), Amazonas (3,7%), Goiás (3,7%) e São Paulo (3,4%). Ceará (2,2%), Espírito Santo (1,7%), Minas Ge­rais (1,5%) e Rio Grande do Sul (0,1%) também fecharam o ano com resultados positivos.

Segundo o IBGE, o dinamismo registrado foi influenciado pela alta na fabricação de bens de capital, principalmente os voltados para o setor de transportes, construção e agrícola; de bens intermediários, como minérios de ferro, petróleo, celulose, siderurgia e derivados da extração da soja; de bens de con­sumo duráveis, como automóveis e eletrodomésticos da linha mar­rom, que engloba televisores, som e vídeo; e de bens de consumo semi e não-duráveis, como calçados, pro­dutos têxteis e vestuário.

A Bahia teve a maior queda ( -1,7%) e, incluindo Pernambuco (-0,9%) e a região Nordeste (-0,5%), foram os únicos decréscimos acu­mulados em 2017. O resultado da Bahia foi pressionado pela dimi­nuição na produção dos setores de coque, produtos derivados do pe­tróleo e biocombustíveis e de meta­lurgia, que são as barras, perfis e ver­galhões de cobre e de ligas de cobre.

No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento de 2,5% em dezembro foi o maior desde ju­lho de 2011, quando o índice fi­cou em 2,8%.

VARIAÇÃO MENSAL

Na variação de novembro para dezembro, dos 14 locais analisados, já que não há dados de Mato Gros­so para o mês, oito apresentaram aumento, somando 2,8% na produ­ção nacional no período. Rio Gran­de do Sul, com 6,8%, e Amazonas, com 6,2%, apresentaram os maio­res crescimentos. Também tive­ram taxas positivas o Ceará (4,9%), São Paulo (3,0%), Santa Catarina (1,6%), Paraná (1,6%), Rio de Ja­neiro (1,0%) e Minas Gerais (0,2%).

A maior queda no mês foi em Goiás, com -2,7%, e também fica­ram com taxas negativas o Pará (-1,8%), Pernambuco (-1,8%), Es­pírito Santo (-1,7%), Bahia (-1,5%) e região Nordeste (-0,2%).

Na comparação com dezembro de 2016, a indústria nacional cres­ceu 4,3% em dezembro do ano pas­sado, com taxas positivas em oito dos 15 locais pesquisados. As maio­res altas nesse caso foram de Ama­zonas (10,9%), impulsionado pelos setores de equipamentos de trans­porte, equipamentos de informáti­ca, produtos eletrônicos e ópticos; e São Paulo (10,1%), com destaque para a produção de veículos auto­motores, reboques e carrocerias, produtos alimentícios e metalurgia.

Também cresceram acima da média nacional os estados do Rio de Janeiro (7,2%), Pará (6,1%) e Mato Grosso (5,8%). Os outros lo­cais com crescimento no mês fo­ram Goiás (4,0%), Santa Catarina (3,9%) e Rio Grande do Sul (0,3%).

A maior queda no mês de de­zembro, comparado com 2016, foi no Espírito Santo (-5,1%), pressio­nado pela indústria extrativa, de celulose, papel e produtos de pa­pel e de produtos de minerais não­-metálicos. Também tiveram que­da Pernambuco (-2,5%), região Nordeste (-2,3%), Bahia (-1,8%), Minas Gerais (-1,5%), Paraná (-0,5%) e Ceará (-0,1%).

Na análise trimestral, o cresci­mento médio da indústria brasi­leira no quarto trimestre de 2017 foi de 4,9%, a taxa mais alta des­de o segundo trimestre de 2013, quando o índice ficou em 5,1%. A análise mostra também que a taxa manteve a tendência positiva dos três primeiros trimestres de 2017, na comparação com igual perío­do do ano anterior: janeiro-mar­ço (1,3%), abril-junho (0,4%) e ju­lho-setembro (3,2%).

GOIÁS

A produção industrial goiana avançou 4,0% em relação a dezem­bro de 2016, na série com ajustes sazonais. No Brasil, houve cresci­mento de 4,3% na mesma base de comparação, puxada pelo avan­ço da produção industrial em oito dos 15 locais pesquisados, acom­panhando o movimento de avanço na produção. Em relação ao mês de novembro de 2017, a produção industrial do estado teve variação negativa de -2,7%, enquanto a na­cional apresentou um avanço de 2,8%. Esses números, coletados pelo IBGE, foram divulgados, on­tem, pela Segplan.

No ano de 2017, Goiás apresen­tou variação mensal positiva em nove dos 12 meses do ano, sendo a maior delas observada no mês de novembro (17,1%) e a menor no mês de abril (-7,6%). Em relação à variação acumulada no ano, a pro­dução industrial goiana apresen­tou, em 2017, o maior valor desde o ano 2014 (5,7%). Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria de Goiás apontou cres­cimento de 4,0% em dezembro de 2017, com apenas quatro das nove atividades investigadas mostran­do aumento na produção.

Os principais impactos positi­vos sobre o total da indústria fo­ram observados nos setores de produtos alimentícios (8,4%) e de veículos automotores, rebo­ques e carrocerias (35,8%), impul­sionados, principalmente, pela maior produção de leite esteriliza­do, açúcar cristal e VHP e carnes de bovinos frescas ou refrigera­das; e de automóveis, respectiva­mente. Vale citar ainda os avanços vindos dos ramos de metalurgia (13,0%) e de coque, produtos de­rivados do petróleo e biocombus­tíveis (11,5%), explicados, espe­cialmente, pela maior produção de ouro; e de biodiesel e álcool etílico, respectivamente.

Em sentido oposto, as ativida­des de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-13,5%), de indús­trias extrativas (-11,6%) e de pro­dutos de minerais não-metálicos (-13,5%) exerceram as principais contribuições negativas sobre o to­tal da indústria nesse mês, pressio­nadas, em grande parte, pela me­nor produção de medicamentos, na primeira; e de minérios de cobre em bruto ou beneficiados, amianto e fosfatos de cálcio naturais (apati­ta), fosfatos alumino-cálcicos e pré fosfatado, na segunda.

No índice acumulado para os doze meses de 2017, o setor in­dustrial goiano assinalou avanço de 3,7% frente a igual período do ano anterior, com seis das nove atividades investigadas mostran­do aumento na produção.

 

Goiás deve produzir 21,72 milhões de toneladas de grãos

Projeções divulgadas, ontem, pela Conab estimam queda de 0,7% na produção de grãos em Goiás. O Estado deverá produ­zir 21,72 milhões de toneladas, resultado inferior em relação à safra passada. Já a área planta­da com grãos cresceu 0,8% nesta safra – chegando a mais de 5,28 milhões de hectares.

De acordo com o analista técnico do Instituto para o For­talecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Cristiano Pa­lavro, a redução ocorre princi­palmente em função da queda na produtividade média das la­vouras, já que o clima tem sido menos favorável nesta safra do que na anterior.

Entre os principais produ­tos, destaque para o cresci­mento esperado para a produ­ção de soja, que com aumento de 3,4% na área plantada e ma­nutenção da produtividade média da safra passada, deve colher um volume de 11,18 mi­lhões de toneladas. “A colhei­ta da soja já iniciou no estado, sendo que até o momento cer­ca de 5 a 6% da área total já foi concluída”, destaca o analista.

MILHO

Para o milho, as expectati­vas são de produção inferior ao ciclo passado. No caso do milho 1ª Safra, cultivado no ve­rão, a queda na área plantada foi de 17,6%, chegando a 214 mil hectares. A produtividade média também deve ser me­nor nesta safra (-3,3%). Com isso o milho de verão deve pro­duzir cerca de 1,65 milhão de toneladas, resultado 20,4% in­ferior a safra passada.

Já o milho 2ª Safra, mais co­nhecido como milho safrinha, também deve apresentar redu­ção na produção total neste ano. Com o atraso ocorrido na im­plantação das lavouras de soja no início da safra de verão, a ja­nela ideal para o cultivo da sa­frinha ficou mais estreita. Com isso, a Conab estima queda de 5,1% na área plantada de milho safrinha, que deve ficar em torno de 1,19 milhão de hectares nes­ta safra. A produção total proje­tada para a cultura é de 7,37 mi­lhões de toneladas – queda de 2,5% em relação a 2017.

SORGO

No sorgo, cultura em que Goiás se destaca como maior produtor nacional, a expectati­va é de elevação na área plantada nesta safrinha – 7,8%, devendo chegar a 248 mil hectares. Mes­mo com a leve queda esperada na produtividade média (-1,0%) a produção total de sorgo tam­bém deve crescer, alcançando 859 mil toneladas, volume 6,7% superior à safra passada.

Entre os outros cultivos de importância no estado, desta­que para as pequenas quedas esperadas na produção de gi­rassol (-2,4%) e de arroz (-3,5%), e as elevações esperadas para o feijão 1ª safra (+1,2%), feijão 2ª Safra (+55%) e o algodão em ca­roço (+26,9%).

 

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