Blogueiras recebem nova ordem de prisão ao celebrarem soltura com champanhe
Redação DM
Publicado em 13 de agosto de 2021 às 16:13 | Atualizado há 5 anos
Cinco mulheres que se passavam por influenciadoras e blogueiras, receberam nova ordem de prisão, acusadas de estelionato. O decreto foi feito pelo juiz da 1ª Vara Criminal Especializada, Marcello Rubioli, nesta sexta-feira, 13.
O que aparentava ostentação, luxo e glamour, na verdade, era uma quadrilha. As suspeitas simulavam ser representantes de bandeiras de cartão de crédito para roubar dados das vítimas, inicialmente, por telefone.
Anna Carolina de Sousa Santos, de 32 anos; Yasmin Navarro, de 25 anos; Mariana Serrano de Oliveira, de 27; Rayane Silva Sousa, de 28; e Gabriela Silva Vieira, de 20 anos, foram presas no mês de Julho, mas conseguiram o liberação da Justiça para sair.
No entanto, ao deixarem a cadeia, as mulheres comemoraram com uma festa rica em champanhe, caipirinha, doces e salgados. E não exitaram em publicar as fotos do evento no Instagram.
Segundo o Metrópoles, o juiz afirmou que “a conduta das acusadas quando das suas solturas, em grande festa, zombava da Justiça”.
O magistrado determinou a quebra do sigilo de oito notebooks e sete telefones apreendidos na ação que resultou na primeira prisão do grupo, em julho.
As suspeitas foram soltas em 28 de julho, pois não havia denúncia do Ministério Público, o que aconteceu apenas no dia seguinte.
As “blogueiras” foram denunciadas por estelionato e organização criminosa, com um novo pedido de prisão decretado nesta sexta-feira, 13. Elas têm 10 dias para apresentar uma defesa.
O Golpe
As cinco mulheres tinham uma central de atendimento clandestina de telemarketing no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio, onde selecionavam e contactavam as vítimas. Inclusive, foram presas no local, por agentes da 40ª DP (Honório Gurgel), em 7 de julho.
Elas se apresentavam como atendentes da administradora do cartão de crédito. E alegavam que havia sido identificada uma fraude nas compras feitas no cartão e que para resolver o problema, precisaria de alguns dados, como senhas, por exemplo.
Além das informações, as suspeitas enviavam um suposto motoboy até a residência da pessoa a ser lesada para pegar o cartão.
Assim, as mulheres realizavam saques, transferências, pix, empréstimos e compras. Na central clandestina, foram encontrados arquivos de Excel com mais de 10 mil dados de pessoas lesadas.
*Com informações do Metrópoles
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