Cotidiano

Como carnaval pode cair nos vestibulares e Enem

Redação DM

Publicado em 11 de fevereiro de 2018 às 01:41 | Atualizado há 8 anos

Nos próximos dias, o país esta­rá respirando Carnaval. Enquan­to muitos curtem a folia, e ou­tros tantos fogem da agitação, os vestibulandos podem aproveitar para estudar justamente sobre a maior festa popular do Brasil, que já “caiu” no vestibular. Pensando nisso, os professores do Stoodi– cursinho online à distância -, pre­pararam uma lista com assuntos carnavalescos que talvez venham a ser abordados nas provas de 2018.

As três festas de Carnaval mais conhecidas do país, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, estão sendo precedidas por assuntos polêmi­cos. A Prefeitura do Rio cortou me­tade das subvenções para o Carna­val carioca e desagradou as escolas de samba, que protestaram contra a decisão. Algumas delas preten­dem incluir as críticas nos enredos que vão para a avenida.

Em Salvador, a Federação de Entidades Carnavalescas e Cultu­rais da Bahia havia decidido can­celar a eleição para Rei Momo 2018 e manter o eleito em 2017. Contudo, depois de protestos de candidatos interessados e até uma recomendação do Ministério Pú­blico, precisou voltar atrás e pro­moveu concurso no último dia 31. O professor de história e artes An­dré Luís Santos foi o eleito.

Na capital paulista, a vencedo­ra do edital para patrocinar o Car­naval de rua neste ano é a Dream Factory, que também foi a escolhi­da em 2017. Em novembro, o Mi­nistério Público Estadual abriu in­vestigação para apurar suspeitas de que o resultado do processo no ano passado teria sido direcionado.

HISTÓRIA

Muita gente acha que o Car­naval nasceu no Brasil, mas isso não é verdade. Des­de a Antiguidade, já havia festas simi­lares na Mesopotâ­mia, na Grécia e em Roma. Um exemplo é a Saceia, festa realiza­da na Babilônia que dava um dia de rei (li­teralmente) para um prisioneiro. A ele era dado o direito de se alimentar e se vestir com a pompa do so­berano, podendo até dormir com a rainha. Depois, o prisionei­ro era chicoteado e morto. Em Roma, existiam as Saturná­lias e as Lupercálias, festas de vários dias de duração com far­tura de comida, bebi­da e alteração dos papéis sociais.

A origem etimológica da pala­vra Carnaval–carnem levare–de­riva do latim e significa ‘retirar a carne’, porque seu término coin­cide com o início da Quaresma, período no qual muitos cristãos se abstêm de comer esse tipo de ali­mento. Essa designação surgiu na Idade Média, em um momento de ascensão do cristianismo, que tentou incorporar os ritos carna­valescos à sua tradição.

É comum que os vestibulares utilizem o Carnaval como ponto de partida para questões sobre políti­ca. Uma das abordagens mais co­muns é pedir ao aluno que contex­tualize as referências carnavalescas encontradas em filmes e músicas.

O longa “Alô Amigos”, produzi­do pela Disney na década de 40, já foi tema de diversos vestibulares. No desenho, o Zé Carioca convi­da o Pato Donald para vir ao Brasil, onde é apresentado ao Carnaval do Rio de Janeiro, ao samba e à cacha­ça. A prova pedia ao estudante que relacionasse a temática do filme ao contexto histórico em que foi lan­çado, ou seja, a Segunda Guerra. A visita de Donald à América do Sul (o pato também conhece a Argen­tina e o Chile) representa a contri­buição do estúdio de Walt Disney à chamada Política de Boa Vizi­nhança, iniciativa do presidente Roosevelt para aproximar os Esta­dos Unidos dos países latino-ame­ricanos, a fim de conquistar alia­dos econômicos e ideológicos.

 

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