Crianças com menos de 2 anos concentram 43% dos casos graves respiratórios em Goiás
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 30 de abril de 2026 às 13:34 | Atualizado há 2 meses
Registros mostram predominância de quadros graves respiratórios entre o público infantil | Foto: Reprodução
Goiás já soma 3.013 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, de acordo com atualização do painel da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) divulgada na última terça-feira (28). Os dados consideram notificações com início dos sintomas até 26 de abril.
As crianças com menos de 2 anos concentram a maior parcela dos registros, com 1.301 ocorrências. Isso representa 43,2% do total. Nesse grupo, 725 casos foram associados a outros vírus respiratórios. Além disso, há 277 notificações sem identificação do agente causador. Outras 256 ainda estão em investigação. Já 30 foram atribuídas à influenza, 11 à Covid-19 e duas a outros agentes etiológicos.
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Crianças concentram maior número de casos
Na faixa etária de 0 a 4 anos, o total chega a 1.708 casos. Isso corresponde a 56,7% das notificações no estado neste ano. Assim, evidencia-se o impacto da doença entre crianças na primeira infância.
Entre pessoas com 60 anos ou mais, foram contabilizados 531 casos. Desse total, 326 são de SRAG sem agente especificado. Além disso, 68 estão relacionados a outros vírus respiratórios. Outros 56 foram causados por influenza, 54 estão ainda em investigação e 27 resultaram de Covid-19.
Os homens concentram a maior parte dos registros, com 1.615 casos, o equivalente a 53,6%. Por outro lado, as mulheres somam 1.398 notificações, o que corresponde a 46,4%.
No cenário geral, os outros vírus respiratórios lideram as ocorrências, com 1.205 casos. Em seguida, aparecem os registros de SRAG sem especificação, com 1.023, e os casos ainda em investigação, que totalizam 537. A influenza aparece com 190 notificações. Entretanto, a Covid-19 soma 54 casos no estado.