Cotidiano

Ejacular mais pode reduzir risco de câncer de próstata, aponta estudo

Léo Carvalho

Publicado em 20 de março de 2026 às 11:09 | Atualizado há 4 meses

Pesquisa indica relação estatística entre frequência de ejaculação e menor incidência de câncer de próstata | Foto: Getty Images
Pesquisa indica relação estatística entre frequência de ejaculação e menor incidência de câncer de próstata | Foto: Getty Images

Um estudo publicado na revista científica European Urology identificou uma associação entre a frequência de ejaculação e o risco de desenvolvimento de câncer de próstata. A pesquisa acompanhou 31.925 homens ao longo de vários anos e observou diferenças na incidência da doença conforme os hábitos relatados pelos participantes.

De acordo com os dados, homens que informaram cerca de 21 ejaculações por mês apresentaram menor incidência de câncer de próstata em comparação com aqueles com frequência mais baixa. Os resultados foram obtidos a partir de questionários e acompanhamento longitudinal, metodologia comum em estudos populacionais desse tipo.

Os pesquisadores destacam que os achados indicam uma associação estatística, sem estabelecer relação direta de causa e efeito. Isso significa que não é possível afirmar que a maior frequência de ejaculação, por si só, previne o surgimento da doença.

21 ejaculações ou mais por mês apresentaram menor incidência de câncer de próstata, diz estudo | Imagem: Getty Images

A hipótese levantada por especialistas é que a ejaculação frequente pode contribuir para a eliminação de secreções acumuladas na próstata, reduzindo a exposição a substâncias potencialmente nocivas. No entanto, essa explicação ainda não é conclusiva e segue em análise pela comunidade científica.

Paralelamente, dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indicam que o câncer de próstata é um dos tipos mais comuns entre homens no Brasil, especialmente após os 50 anos, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico regular.

Além da frequência de ejaculação, fatores como idade, histórico familiar, alimentação e condições de saúde geral continuam sendo determinantes relevantes no risco da doença.


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