Goiás apoia ação preventiva contra vaca louca
Redação DM
Publicado em 12 de julho de 2017 às 03:49 | Atualizado há 9 anos
A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás) e o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) apoiam a campanha do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para garantir que o Brasil continue livre da doença da vaca louca. Juntamente com as comissões das federações e demais núcleos, o Mapa tem realizado várias medidas e ações conjuntas para manter o País livre da doença. O intuito é dar continuidade ao comércio internacional de produtos e subprodutos de ruminantes, contando também com a ajuda de produtores de Goiás.
De acordo com a analista técnica da Faeg e do Ifag, Christiane Rossi, a ação é uma maneira preventiva de continuar garantindo ao produtor rural a não ocorrência desta doença, evitando que ele seja penalizado. “Precisamos continuar adotando medidas preventivas contra esta doença, mantendo o país livre da vaca louca”, explica.
Segundo o auditor fiscal federal agropecuário do Mapa em Goiás, Hélvio Queiroz dos Santos, o objetivo das ações do Ministério é esclarecer o pecuarista sobre o uso correto e cuidado sanitário com a cama de aviário ou outros produtos que contenham farinha de carne e ossos. Ele ressalta que o uso da cama tem outras finalidades como, por exemplo, a adubação química. Mas, para alimentação de ruminantes é totalmente proibido pelo ministério.
“O Brasil nunca registrou caso típico ou clássico da doença, que é de grande risco à saúde pública. Por isso, em um momento em que a agropecuária está tão fragilizada, após sucessivos desgastes, é necessário tomar todas as medidas preventivas para garantir que o País continue livre da doença da vaca louca”, enfatiza.
Doença
A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) é uma doença histórica da bovinocultura mundial, com sérias implicações na saúde pública por se tratar de zoonose fatal. O mal da vaca louca já foi diagnosticado em países da Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte, acarretando uma série de prejuízos à pecuária daqueles países. O Brasil nunca registrou caso típico ou clássico da doença, que é de grande risco à saúde pública.
A doença é causada por uma proteína infectante chamada de príon. Sua principal forma de transmissão é por alimento contaminado que contém algumas proteínas e gorduras de origem animal, como farinha de carne e ossos procedentes de animais doentes. Por isso, o pecuarista deve adquirir somente produtos de origem animal fabricados sob inspeção sanitária. Para afastar o risco de doenças para os animais e para o homem.
A cama de frango, quando utilizada para alimentação de ruminantes, pode ser um meio de transmissão da doença. Por isso, a Instrução Normativa nº 41 de 2009 determina que os ruminantes flagrados com a doença devem ser identificados e o proprietário do rebanho tem até (30) dias para providenciar o abate dos mesmos. Caso contrário a destruição será realizada por fiscais estaduais ou federais.
Nesse momento o proprietário não receberá nenhuma indenização e arcará com os custos da destruição. Poderá ser determinado ainda o pagamento de multa de R$ 500 a 2 milhões e reclusão do infrator de um a quatro anos de prisão, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor, por fornecer produtos nocivos à saúde pública e ainda de acordo com o Código Penal, por difundir doença que possa causar dano aos animais, propagar doença contagiosa e crime ambiental.
Sintomas
A doença acomete o sistema nervoso dos bovinos e do homem, causando mudança de comportamento, andar cambaleante, paralisia e sempre leva à morte. Se fosse introduzida no país, levaria à perda de bilhões de dólares pela restrição de exportações de carne e de outros produtos bovinos, além da queda no consumo interno de alimentos à base desses produtos. Para mais informações acesse o link http://bit.ly/2sUdZd1. Denúncias e esclarecimentos: 0800-7041995 do Mapa ou 0800-6461122 da Agrodefesa.
Exportações de soja superaram 9 milhões de toneladas em junho
O Brasil exportou 9,197 milhões de toneladas de soja em grão em junho, superando em 18,5% o volume embarcado no mesmo mês em 2016, informou, segunda-feira (3/7), o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Em comparação com maio de 2017, o volume embarcado pelos exportadores foi 16,07% menor.
O ritmo maior dos embarques em junho deste ano compensou os preços menores em relação ao mesmo mês do ano passado. Com um valor médio de US$ 364,7 por tonelada (-4,8%), a receita dos exportadores foi de US$ 3,353 bilhões, um crescimento de 12,86% na comparação anual. Em relação a maio, foi registrada uma queda de 17,46%.
Goiás
De acordo com o analista técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Cristiano Palavro, Goiás também está com bom ritmo de exportações ao longo de 2017. No primeiro semestre, de janeiro a junho, já foram embarcadas 3,34 milhões de toneladas de soja grão, volume 17,7% maior do que no mesmo período de 2016.
A receita com as exportações de soja também apresentou crescimento. Em relação ao ano passado, de 26,7%, alcançando a marca de 1,27 bilhão de dólares. “Isso evidencia uma demanda mundial pela oleaginosa muito consistente, com destaque para o avanço das compras chinesas, que obtiveram crescimento de 21,1% em 2017, sendo o país responsável pela aquisição de 85% da soja goiana exportada até o momento,” diz Cristiano.
Farelo e óleo
As vendas externas de farelo de soja em junho foram de 1,391 milhão de toneladas, queda de 11,14% em relação a junho de 2016 e de 14,63% em comparação com maio deste ano. A exportações renderam US$ 472,6 milhões, 16,86% nas duas comparações, com junho de 2016 e maio de 2017. Já o óleo de soja teve resultado positivo no comércio exterior no último mês. Foram 164,9 mil toneladas, 3,25% a mais que em junho de 2016 e 46,44% a mais em comparação com maio deste ano. Os exportadores faturaram US$ 118,3 milhões, 6% superior a junho do ano passado e 43,74% acima do contabilizado em maio deste ano.