O aumento de bilhões na receita bruta de revenda em Goiás
Redação DM
Publicado em 29 de junho de 2018 às 00:50 | Atualizado há 8 anos
A Pesquisa Anual do Comércio estimou para Goiás 62,2 mil Unidades Locais, redução de 3,6% em comparação a 2015 (64,5 mil, em 2016. A receita bruta de revenda e de comissões geradas por essas unidades locais, em 2016, foi de R$ 118,0 bilhões, crescimento de 5,9% em comparação a 2015 (R$ 111,5 bilhões). Em 2016 foram pagos R$ 6,5 bilhões em remunerações, 6,9% superior a 2015 (R$ 6,1 bilhões), a 330,3 mil pessoas ocupadas, recuo de 3,5% em relação a 2015 (342,1 mil). Os números são do IBGE e foram repassados para o Diário da Manhã.
Comércio varejista representou quase a metade da receita bruta de revenda. A maior parcela da receita bruta de revenda e comissões, em 2016, foi do setor varejista 46,1%, participação superior à de 2015 (43,1%), ocupando o lugar do setor atacadista no Estado no ano anterior. O comércio atacadista e o comércio de veículos, peças e motocicletas em 2016 representaram respectivamente 45,0% e 8,8%, ambos diminuíram suas parcelas quando comparado a 2015 (45,5% o primeiro e 11,4% o último.
Dentre as atividades comerciais de Goiás em 2016, o comércio varejista e o comércio por atacado representaram juntos 91,2% da receita bruta de revenda e de comissões sobre vendas, e 88,1% do pessoal ocupado. O percentual no número de pessoal ocupado de ambos os setores (71,1% e 17,1%, respectivamente) sofreu pequena variação quando comparado ao ano de 2015, quando o comércio varejista e o comércio por atacado representaram, respectivamente, 70,0% e 17,5%.
DIFERENÇAS SALARIAIS
Com relação à participação do comércio de veículos, peças e motocicletas observou-se crescimento da participação no número de unidades locais quando comparado ao ano de 2015 (10,6%), para o varejo foi o segmento comercial que empregou mais pessoas em Goiás. Com um total de 46,8 mil unidades locais em 2016, o varejo respondeu por 71,1% do pessoal ocupado. O setor pagou 63,0% dos salários, retiradas e outras remunerações (R$ 4,1 bilhões).
No entanto, o varejo pagava o menor salário médio: R$ 1.339,89, contra R$ 2.070,98 no atacado e 1.734,73 em veículos automotores, peças e motocicletas. Goiás recua na participação na receita bruta de revenda, enquanto Centro-Oeste avança Em 2016 a Região Centro-Oeste contribuiu com 10,1% do total da receita bruta de revenda e de comissões sobre vendas do Brasil, o que representou um avanço na participação quando comparado ao ano de 2015 (9,7%), ficando à frente apenas da Região Norte (3,5%).
Goiás apresentou 33,0% de participação na receita bruta de revenda na Região Centro-Oeste, em 2016, participação inferior a apresentada em 2015 (33,7%). Em contraposição, os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentaram crescimento na participação em 2016 (32,5% e 16,9% respectivamente) quando comparado a 2015 (30,8% e 16,2% respectivamente). Goiás ainda detém maior número de unidades locais com receita de revenda na Região Centro Oeste, com 46,1% em 2016 quando comparado a 2015 (46,5%), enquanto Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal representam 20,5%, 15,2% e 16,8% das unidades locais, respectivamente.