Pedreiro é indenizado após perder o dedo por demora no atendimento em hospital
Redação DM
Publicado em 17 de agosto de 2017 às 18:43 | Atualizado há 9 anos
O juiz Carlos Eduardo Rodrigues de Sousa condenou o município de Anápolis por danos morais e estéticos com pagamento de indenização em R$28 mil para o pedreiro José Batista Ferreira, que amputou o dedo polegar em um acidente de trabalho e perdeu o membro, que não pode ser reimplantado, por causa da longa espera para se submeter à cirurgia.
Após o acidente, José Batista foi para o Hospital Municipal Jamel Cecílio, com o membro em uma sacola com gelo, para conservação. O local, contudo, não tinha estrutura para proceder com a cirurgia de reimplante. Por mais de seis horas, José Batista esperou para ser encaminhado a um hospital. Até que ele recebeu orientação do médico plantonista para procurar atendimento em Goiânia. Chegando à capital, contudo, o polegar não pode ser reimplantado, pois o membro deteriorou durante o longo tempo transcorrido e houve, apenas, sutura do corte na mão.
Os representantes do hospital alegaram que José Batista deixou o hospital por conta própria, por abandonar o estabelecimento. Para o magistrado, entretanto, a saída do paciente ocorreu por uma longa espera, em busca do encaminhamento a uma unidade de saúde dotada de recursos para realização de cirurgia – o que não aconteceu, mesmo após o tempo máximo de seis horas para o reimplante.
O magistrado considerou que, por se tratar de uma lesão irreversível, com limitação dos movimentos, além de grandes mudanças na vida do pedreiro, o município de Anápolis deve pagar a quantia de R$ 14 mil para danos morais e, de igual valor para danos estéticos.