Cotidiano

Safra goiana é estimada em 22,11 milhões de toneladas

Redação DM

Publicado em 11 de maio de 2018 às 03:04 | Atualizado há 8 anos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, ontem, novo relatório da safra bra­sileira de grãos. Segundo a entida­de, o Brasil deve colher neste ano sua segunda maior safra da histó­ria, com produção estimada em 232,6 milhões de toneladas, que­da de 2,1% em relação à safra re­corde obtida no ciclo 2016/17. Des­se total, 22,11 milhões de toneladas são correspondente à safra goiana.

O levantamento de maio tam­bém trouxe novos números para a safra goiana, que, influenciada pela boa produtividade obtida nos culti­vos de verão, projeta uma produção total de 22,11 milhões de tonela­das de grãos, maior volume já pro­duzido até o momento. Este mon­tante representa uma evolução de 1,1% em relação à safra anterior, e o resultado é fruto principalmen­te do crescimento da área planta­da, que neste ano atingiu os 5,3 mi­lhões de hectares em Goiás.

A cultura da soja obteve resul­tado positivo neste ano, tendo re­gistrado a melhor produtividade média já observada no Estado – de 3.420 quilos por hectare (ou 57 sacas por hectare). Além disso a área plan­tada com a oleaginosa teve um cres­cimento de 3,3% em relação à sa­fra passada, o que possibilitou uma produção total de 11,58 milhões de toneladas de soja, resultado recorde e que representa uma alta de 7,1% em relação à safra anterior.

SAFRINHA DE MILHO

Porém o resultado final des­ta safra de grãos ainda depende da conclusão do desenvolvimen­to da safrinha de milho, cultura que vem sofrendo gravemente nas últimas semanas com a falta de chuvas. Até o momento, a Co­nab aponta uma produção total de 7,38 milhões de toneladas de milho safrinha, o que repre­senta uma queda de 2,4% em relação ao ano passado.

“Este resultado considera uma produtividade média igual a observada na safra anterior, de 6.000 quilos por hectare (ou 100 sacas por hectare). Mas as lavou­ras de praticamente todo o Es­tado já se encontram em situa­ção de déficit hídrico, em função das altas temperaturas e poucas chuvas ocorridas nos últimos 30 dias, o que já tem gerado per­das de produtividade que ain­da se agravará muito caso novas chuvas não ocorram nos próxi­mos dias”, ressalta o analista téc­nico do Instituto para o Forta­lecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Cristiano Palavro.

No caso do sorgo, outro pro­duto cultivado na safrinha, a Conab estima uma produção to­tal de 779,3 mil toneladas nesta safra – queda de 3,2% em rela­ção a 2017. Mesmo mais resisten­te aos efeitos da baixa umidade, as lavouras de sorgo também de­vem apresentar perda no poten­cial produtivo em função da fal­ta de chuvas, o que pode reduzir a atual estimativa de produção.

Entre os demais cultivos impor­tantes no Estado, destaque para o aumento esperado na produção de algodão em caroço (+26,9%), do feijão (+7,4%), do girassol (+22%) e a queda na produção de arroz (-1,4%) e milho de verão (-17,6%).

ABATE DE ANIMAIS

O Brasil teve 7,5 milhões de ca­beças de bovinos abatidas sob al­gum tipo de serviço de inspeção sanitária no primeiro trimestre do ano. O volume foi 1,4% maior que o registrado em igual trimes­tre de 2017 e indica queda de 6,9% em relação ao trimestre imediata­mente anterior. Os dados são das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, a produção de 1,83 milhão de toneladas de carca­ças bovinas no 1º trimestre de 2018 recuou 10% em relação ao 4º tri­mestre de 2017 e subiu 1,8% quan­do comparada ao desempenho re­gistrado no 1º trimestre de 2017.

A partir de hoje, o IBGE passa a divulgar os primeiros resultados das pesquisas trimestrais da pe­cuária, possibilitando acesso mais rápido às informações da conjun­tura do setor. Esses resultados são preliminares e somente para Bra­sil, sem desagregações por unida­des da federação. Os primeiros re­sultados estarão disponíveis cerca de um mês antes da divulgação de­finitiva e podem sofrer alterações nas divulgações seguintes.

 

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