Será que a chuva vem?
Redação DM
Publicado em 31 de julho de 2018 às 23:47 | Atualizado há 8 anos
Após mais de dois meses de seca, pode chover em algumas regiões do Estado a partir desta quinta-feira. A previsão, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) porém, não deve modificar quase nada em relação ao clima de deserto que se instalou no território goiano nos últimos meses. Outra situação que preocupa quase toda a população do Estado, a queda drástica do volume de água nos reservatórios, também não deve ser alterada. Ou seja, só mesmo a partir da segunda quinzena de outubro deve chover com mais consistência em Goiás. Umidade do ar nos últimos dias chegou a níveis críticos de 16%.
A chefe do Inmetro em Goiás, Elizabeth Alves Ferreira, explica que a possibilidade de chover é maior no sul e sudeste do Estado, mas não descarta que também possa ocorrer chuvas amenas em outras regiões como a central onde está Goiânia. “A formação de nebulosidade está vindo da região sul e sudeste do País. Então é pouco provável que se estenda para outras regiões do Estado além da Central do Estado. Mas se a chuva chegar a Goiânia, será de pouca intensidade”.
Já na região Norte a meteorologista descarta qualquer possibilidade de chuva. Diz ainda que estas chuvas chegarão a Goiás com pouca intensidade não modificando praticamente quase nada o atual clima de deserto que vivemos de secura e umidade baixa. “A umidade do ar chegou a níveis críticos nestes últimos dias, 16%, quando o aceitável preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é entre 50 e 80%. Qualquer valor abaixo de 30% certo já inspira cuidados. Então a chuva que está chegando agora não vai alterar muita coisa. Só mesmo na 2ª quinzena de outubro teremos mudanças reais no clima com a maior intensidade das chuvas”.
FALTA DE ÁGUA E DESABASTECIMENTO
Elizabeth explica que a partir de 2004 a região de Goiás vem sofrendo com as alterações climáticas mundiais e também regionais como o desmatamento de grandes áreas. Estas alterações climáticas acabam impedindo que as nuvens se formem na região central do País. “Em alguns anos por exemplo, as chuvas só chegaram pra valer em dezembro. Infelizmente as alterações climáticas em todo o mundo vem criando esta situação crítica em Goiás”, afirma.
Até novembro, de acordo com a meteorologia, devem cair chuvas esparsas e fortes em Goiás. As chuvas com mais frequência e menos intensidade devem ocorrer só no mês de dezembro. Esta situação pode fazer com quê mais uma vez a gente enfrente problemas de abastecimento de água que, na verdade, já vem ocorrendo em alguns municípios do Estado
SANEAGO
Em nota, a assessoria de imprensa da Saneago informa que “No momento, não existe risco de desabastecimento de água tratada em Goiás” Que a Companhia monitora a situação dos mananciais e reservatórios na Capital e no interior e, além disso, tem promovido ações visando à regularidade do abastecimento. Informa ainda que “A Saneago reforçou os sistemas de abastecimento de água, principalmente nas cidades abastecidas por mananciais que sofreram queda de vazão na última estiagem”.
Apesar de negar que haja desabastecimento ou possibilidade que isto aconteça a nota pede o apoio da população devido a grande estiagem que vivemos.” A Saneago explica à população que não há motivo de alarde, mas que, por se tratar de período de estiagem, a orientação é para o uso consciente das reservas domiciliares de água tratada”.
MUNICÍPIOS E MANANCIAIS COM PROBLEMAS NO ABASTECIMENTO
Córrego Lajeado, em Arenópolis; Ribeirão Santana, em São Luís dos Montes Belos; os Córregos Bacalhau e Pedro Ludovico, na Cidade de Goiás; o Ribeirão Saia Velha, que abastece Valparaíso de Goiás e Cidade Ocidental; o Rio Meia Ponte, que fornece água para parte das cidades de Goiânia, Goianira, Trindade e Aparecida de Goiânia; o Ribeirão das Lajes, que abastece parte de Aparecida de Goiânia; e o Córrego Arrozal, que abastece parte da cidade de Trindade. Nesses locais, segundo a nota, a vazão dos mananciais está diminuindo gradativamente com o final das chuvas, mas ainda é suficiente para abastecer o sistema. A Saneago fecha a nota afirmando que “o abastecimento está sendo mantido regularmente com o uso de poços.”