Leveza e sensibilidade e popularidade mundial
Redação DM
Publicado em 6 de agosto de 2015 às 00:25 | Atualizado há 1 anoElliott Smith nasceu na cidade de Omaha, no Estado de Nebaska (Centro-norte dos Estados Unidos), em 6 de agosto de 1969. Seus pais se divorciaram seis meses após seu nascimento. Smith foi levado por sua mãe ainda bebê para o Estado do Texas, onde viveu até os 14 anos. Ficou conhecido no meio musical a partir da década de 1990, com a banda Heatmiser, e principalmente por carreira solo, a partir de 1994. O cantor faleceu em 2003, com duas facadas no peito. No momento de sua morte estava com a namorada em sua residência. Sua morte foi registrada como suicídio, mas a necrópsia realizada em seguida abriu a possibilidade de homicídio.
O cantor ganhou popularidade mundial em 1997, quando foi indicado ao Oscar na categoria Melhor Canção Original, com a faixa ‘Miss Misery’, presente no filme Gênio Indomável, dirigido por Gus Van Sant. Seu estilo vocal particular, considerado “sussurrado”, ou “frágil como uma teia de aranha”, era construído através da combinação de várias camadas sobrepostas para criar texturas. Sua musicalidade consistia na união desses vocais com instrumentos como violão, piano e percussões soturnas, criando uma musicalidade que traz referências a estilos como rock alternativo, folk-rock, pop-rock e indie-rock.
Infância
Smith tinha sérios problemas de relacionamento com seu padrasto, Charlie Welch, chegando a acusá-lo por abuso sexual. O nome de Charlie também é citado em algumas canções, de forma irônica ou repulsiva. Em entrevista à revista Spin, em 2003, sua ex-namorada Jennifer Chiba, sua parceira na época em que morreu, declarou que a infância traumática de Smith tem relações estreitas com sua depressão e consumo excessivo de drogas, com intuitos sedativos. “Ele se lembrava de várias coisas traumáticas da infância, coisas que não cabem a mim dizer o que eram”.
Aos 14 anos, o cantor abandonou a casa de sua mãe, e mudou-se para Portland, capital do Estado de Oregon, noroeste dos Estados Unidos, para viver com seu pai. Em sua nova cidade, começou a experimentar gravações de músicas e, ao mesmo tempo, começou a envolver-se com álcool e drogas. Em 1991, formou-se em Filosofia e Ciência Política. Durante sua graduação, conheceu Neil Goust, com quem formou a banda Heatmiser. Foram lançados três discos, com maior destaque para o último, Mic City Sons, de 1996, pela gravadora Virgin. Enquanto estava na banda, Smith também lançou dois discos solos.
Sucesso
A carreira de Smith tomou novos rumos com seu terceiro álbum, Either/Or, lançado em 1997. O disco foi completamente executado pelo próprio Elliott, que utilizou bateria, guitarra elétrica, piano e contrabaixo. O conteúdo lírico de Either/Or, que tem o título no livro com o mesmo nome, escrito pelo filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, sustenta-se em temas como crises existenciais, angústia, morte e Deus. O crítico musical Johny Thunder descreve a música presente no disco como “música para pessoas que estão conscientes de suas próprias falhas, mas que são incapazes de qualquer mudança, uma espécie de mágoa reconfortante”.
Através de Either/Or, foi convidado por Gus Van Sant para compor algumas músicas para a trilha sonora de Gênio Indomável, em parceria que renderia a Smith uma indicação ao Oscar e ampla divulgação de seu trabalho. Nos anos seguintes produziu mais dois discos, XO, em 1998, e Figure 8, em 2000, também considerados sucessos de vendas e com boas avaliações entre críticos musicais. Nos anos seguintes, Smith teve sérios problemas com seus vícios. O produtor de seu último disco, lançado após sua morte, contou em entrevista à revista Spin que o músico gastava cerca de 1.500 dólares por dia com crack e heroína, e falava constantemente em suicídio.
