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Rockstar afirma que ‘GTA 6′ será lançado em novembro de 2026

Redação Online

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 20:57 | Atualizado há 6 meses

Enredo: trama acompanha personagens Lucia e Jason Duval, inspirados no casal Bonnie e Clyde
Enredo: trama acompanha personagens Lucia e Jason Duval, inspirados no casal Bonnie e Clyde

Marcus Vinícius Beck

Você vai pensar: “Pô, mais uma data anunciada…” É verdade, informo-lhe, mas parece que agora a coisa deslancha. Pelo menos é o que garante a toda-poderosa Rockstar Games.

Acredite, “GTA 6” será lançado no dia 19 de novembro deste ano. A Rockstar, criadora da franquia, oferecerá o jogo para PlayStation 5, Xbox Series X e Xbox Series S, com um preço salgado para a maioria da população goiana — US$ 80, ou R$ 434,92. E aí, vai pagar?

Bom, é o mais esperado game do ano, talvez o produto midiático mais aguardado deste século, mas nem por isso está imune a trapalhadas. Nos últimos meses, a Rockstar adiou as estreias e, logo depois, voltou atrás. Dessa vez, diz a empresa, essa chatice não se repetirá.

“GTA 6” ostenta o status de game mais caro já feito. Veja que “bagatela”: custou US$ 2 bilhões, algo em torno de R$ 12 bilhões. Pelos trailers divulgados, dá para ter uma noção do que virá — realismo impressionante, mundo aberto maior e imersão absoluta na trama.

Como nos outros cinco títulos, o propósito segue o mesmo — acumular respeito, poder e dinheiro. Até chegar a tal objetivo, haverá tiroteio com gangues rivais e carros roubados andando em alta velocidade. Lembre-se: trata-se de uma sátira à sociedade americana.

A trama acompanha Lucia e Jason Duval. Inspirados em Bonnie e Clyde — conhecidos por roubos cinematográficos durante a Grande Depressão —, o casal tenta melhorar de vida em Vice City, na Leonida. Ou seja, a cidade e o estado satirizam Miami e Flórida.

Cultura pop

Foi longa, a espera. Desde 2013, a Rockstar desenvolve um projeto complexo. O último título, “GTA 5”, tornou-se um clássico da cultura pop. Sua nota no Metacritic é altíssima — beira 10. Lançado há quase 13 anos, o jogo continua apreciado por gamers mundo afora.

Uma reportagem do jornal inglês Financial Times mostra os números: cerca de 135 milhões de cópias já foram vendidas até hoje. Fácil, fácil, o montante confere ao jogo a condecoração de obra midiática lucrativa. Afinal, a cifra milionária deixa a saga “Vingadores” na saudade.

No texto, o jornalista Tom Faber se pergunta: “Com tantos jogos inovadores e atraentes saindo todos os meses, por que milhões de pessoas continuam a jogar ‘GTA 5’?” A resposta, constata Faber, revela “os deslocamentos das placas tectônicas da indústria de games”.

Mais do que isso, demonstra que o público curte a série “Grand Theft Auto”. Desenhou-se, assim, o cenário ideal para um novo capítulo. Um capítulo que, como se viu nos últimos meses, traz histórias bem escritas e tecnologia de ponta. A perfeição prolonga o processo.

Cabeça por trás do projeto, Tom Henderson declarou a jornalistas que a empresa teme colapsar a internet mundial, deixando-a instável. Para Henderson, o frisson em torno do “GTA 6” levaria milhões de pessoas a fazerem download do game ao mesmo tempo.

Franquia agita indústria de games desde anos 1990

Querido dos fãs: Carl Johnson protagoniza ‘GTA San Andreas’

Desde 1997, a Rockstar Games balança a indústria de games. O ponto de virada, no entanto, ocorreu com “GTA III”, de 2001, cujo efeito maior foi ter encontrado o formato ainda em vigor. Nessa obra, o personagem Claude busca vingar-se de sua ex-namorada, Catalina. Homem de poucas palavras (não fala), foi traído num assalto a banco em Liberty City.

A metrópole, inclusive, é uma versão fictícia para Nova York, com suas gangues, políticos corruptos e tráfico de entorpecentes. Em certo sentido, lembra os filmes de Martin Scorsese. O cinema — especialmente “Scarface”, de Brian de Palma — inspirou “Vice City”, de 2002, no qual o temperamental e ambicioso Tommy Vercetti vira o chefão do crime em 1986.

Dois anos depois, a Rockstar colocou nas lojas “San Andreas”, que traz um mapa expandido e aborda desigualdade e corrupção policial. Quem protagoniza a trama é Carl Johnson, o CJ, talvez o personagem da franquia mais querido. Vira e mexe, ele aparece nas redes sociais.

Realismo

O próximo título, “GTA IV”, avança no realismo. Veterano de guerra, Niko Bellic vai a Liberty City atrás do sonho americano. Quando dá por si, o melancólico sérvio, acossado pela violência pretérita, se vê metido com bandidos — e, mesmo assim, persegue sua redenção.

Nos anos 2010, “GTA V” foi ainda mais ambicioso, criando uma narrativa com três personagens. Durante a jogatina, o jogador faz missões com Michael De Santa, ladrão de bancos aposentado, e Franklin Clinton, gângster de rua. Trevor Philips, por seu lado, é um criminoso psicótico. A Rockstar Games ainda acertou o alvo com o rentável GTA Online.

É aqui que a pretensão da Rockstar se revela: a ideia é retratar as contradições do sonho americano, mostrar os distúrbios da sociedade moderna e a estrutura do capitalismo, com seus personagens caricatos. Funcionou, pois o game é fenômeno há quase 30 anos.

Fotos: Rockstar Games


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