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A festa da música suburbana

Redação DM

Publicado em 7 de agosto de 2015 às 02:13 | Atualizado há 1 ano

Mais uma vez a capital volta a ser “Goiânia Rock City”, não somente pelo rock propriamente dito, mas o antro da música independente vai sediar mais uma grande festa com cultura e manifestações de artistas locais. O Martim Cererê recebe na noite de hoje a pré-festa do Festival Suburbano, organizado por uma nova produtora da cidade, que está fomentando diversos eventos culturais, com diversidade de atrações, estilos musicais e se diferenciam pelos preços mais acessíveis. Em um tempo onde o que movimenta a noite da cidade, em sua grande maioria, são as bandas covers, um festival 100% independente e com foco na potencialização da música autoral é de certa forma um grito de resistência.

Na pré-festa que começa na noite dessa sexta, o evento foi mais direcionado para a cena de rap e hip-hop, além de nomes do DUB. O line-up do dia inclui grandes nomes do hip hop nacional, como os rappers paulistas MC Sombra e Nocivo Shomon. O evento ainda terá apresentações do goiano Gasper e dos grupos 2DUB, Ápice e Kaverna Man & Rural Sistema de Som. Além disso, a pré-festa terá discotecagem de DJs e batalhas de MCs. “Nossa maior expectativa é incentivar o público a cada vez mais ter interesse no autoral”, conta o produtor e coordenador do evento Luan S Barbosa.

Realizado pela TILT Produções, a intenção é tornar o festival periódico e apoiar o cenário da música independente, celebrando ainda a diversidade. “O festival quer prestar um bom serviço cultural ao público, agregando novos artistas a cidade e um conceito diferente de festival”, conta Barbosa. “Queremos ainda a valorização da integração artística”, completa. Alguns nomes da pré-festa que dá o pontapé inicial para o festival da semana que vem, são do sudeste do pais, onde a cena do rap é bem mais conceituada e diversificada do que a de Goiânia.

Sombra

O rapper paulista Sombra é uma das grandes atrações da Pré-festa Festival Suburbano 2015. Conhecido pelo trabalho à frente do SNJ, grupo seminal que integra até hoje, Sombra é conhecido como um dos MCs mais originais da história do hip hop nacional. O artista tem parcerias históricas com ícones como Edi Rock, Thaíde e Sabotage.

Nocivo Shomon

Nocivo Shomon é MC da Zona Leste de São Paulo. Sempre polêmico, o rapper se declara pichador, freestyleiro, grafiteiro, tatuador, com sangue nordestino.

 

Pré-festa Festival Suburbano

Dia: 7 de agosto (Sexta)

Local: Centro Cultural Martim Cererê Horário: a partir das 20h Programação:

02:00 Mc sombra (SP)

01:00 Nocivo Shomon (SP)

00:00 Gasper Soulcrims

23:00 Batalha Gotta Mcs

22:00 2DUB

21:00 Kaverna Man & Rural Sistema de Som

20:00 Ápice

 

Sábado dia 15/08

FESTIVAL SUBURBANO

PALCO PYGUÁ

17:00 Two Wolves

18:00 Bang Bang Babies

19:00 Mugo

20:00 Red Light House

21:00 Marmelada de Cachorro

22:00 Muñoz (MT)

23:00 Entre Os Dentes

00:00 Test (SP)

01:00 DFC (BSB)

 

PALCO YGUÁ

17:30 Peixe-Fante

18:30 Enema Noise (BSB)

19:30 D.D.O

20:30 Justine never knew the Rules (SP)

21:30 Young Lights (BH)

22:30 Chá de Gim

23:30 O Lendário Chucrobillyman (PR)

00:30 Novonada (UK)

02:00 CURUMIN

Local: Martim Cererê

INGRESSOS

Passaporte Antecipado

(válido para os 2 dias): R$ 30

Na porta: R$ 20

O DmRevista entrevistou um dos organizadores do festival,Luan Barbosa da TILT, que contou um pouco mais sobre o evento:

 

DMRevista – Grande parte da programação envolve o rap e o hip-hop, como vocês avaliam essa cena musical da cidade?

Luan  – O rap cresce a cada dia no cenário atual. A forma de expressão oriunda da periferia contagiou o mundo. Goiânia não é diferente, os seguidores crescem a cada momento e novos artistas de talento e boas ideias surgem na cidade.

DMRevista – Esse é o primeiro festival que foge do esquema das grandes produtoras de Goiânia, qual a diferença do Suburbano com os demais?

Luan  – O Festival Suburbano traz uma perspectiva diferente em vários sentidos. Começando pela programação, estamos trazendo bandas que fogem da mesmice que consta nos festivais da cidade já a algum tempo. Produtores em busca de garantia de público, acabam fomentando uma fórmula pronta de line up. A ideia é trazer um formato que foge da massificação do vulgo festival “receita de bolo”. Outro aspecto importante é o tratamento oferecido às bandas locais. Focamos em detalhes para estimular e valorizar o músico da cidade. Afinal, algumas frutas e bebidas, bom atendimento e um cachê coerente no final das contas faz toda diferença. A ideia é valorizar quem, de verdade, produz arte e cultura à cidade. Goiânia concentra bons festivais na cidade, mas dessa vez há algumas diferenças. Quem participar, de uma alguma forma ou de outra, irá conferir esse novo formato

DMRevista – Qual a importância da retomada do Martim Cererê como espaço da música independente?

Luan  – Além da importância do resgate histórico, hoje o Martin Cererê é o ÚNICO espaço com mínima estrutura para eventos e acessibilidade. Produtores ficam sem opção quando se diz respeito a festivais de médio porte. As opções são cruéis, existem outras 2 ou 3 opções com custos altíssimos que acabam inviabilizando muitos projetos de extrema importância à cidade.

DMRevista – Qual é a expectativa de público para a pré-festa e para o festival em si?

Luan  – Expectativa de 500 pessoas para pré festa e 1000 para o festival.

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