Desativada 2

Boas e novas do cenário musical goiano

Redação DM

Publicado em 31 de julho de 2015 às 01:12 | Atualizado há 1 ano

Walacy Neto,Especial para DMRevista

A música, em certos aspectos, tem uma função de trilha sonora. Quando o trânsito está forte, por exemplo, ligar o som resulta num escape perfeito. Ou também quando se fica sozinho, ou doente, ou quer dançar e se divertir. A música em muitos casos faz o trabalho de ser trilha sonora na vida da gente. O primeiro EP da banda Peixefante, o Lord Pacal, é uma trilha sonora com pé forte no rock dos anos 60 e 70, ou seja, aqueles ligados à psicodelia. Acredito que em uma viagem longa o EP faria papel de trilha sonora perfeito.

A banda é de Goiânia mesmo e nasceu em 2015. “A gente já tocava junto, algumas jams, faz um bom tempo”, diz o vocalista e tecladista, Lipito Melo. Sim, a banda é ainda é recente no cenário musical, mas parece ter chamado grande atenção. Quando lançaram a primeira música não havia muitas informações sobre quem eram, deu-se uma curiosidade. “Acho que isso veio do trabalho que a gente faz e a nossa vertente do rock. Por ser algo relativamente “diferente” do que acontece na cidade. Esse estilo de mesclas sonoras de sintetizadores, guitarras e vozes delayzadas e reverberadas está começando a tomar cara no nosso estado, quanto no país”, diz.  Ele também afirma que o fator “pop” das músicas com certeza auxiliou na aceitação do público.

A banda se apresenta hoje no Sesc Centro em uma edição do Máxima Goiás, projeto realizado pela Fósforo Cultural. Também se apresenta no mesmo dia a banda Components, que também é recente no cenário, mas dá vôos altos. “Esse teatro, especificamente, é muito intimista. A plateia fica bem próxima da banda e a acústica dele é bem legal. Tocar pra gente sentada e em pé são ‘vibes’ completamente diferentes. Sentado parece que o pessoal está te observando mais, analisando, igual quando se sinta no divã e conta sua vida para um psicólogo. Pro nosso som, que é nada sóbrio, vai ser uma experiência interessante”, conclui Lipito.

Components

O Components tem estilo distante do Peixefante. Mas assim como a novata, o grupo é comentado e sempre tem um bom número de fãs nas apresentações (na verdade, a banda tem se apresenta com mais freqüência nos últimos meses). A formação é de 2013, mas Matheus Azevedo diz que as apresentações rotineiras começaram no último ano. Quanto ao estilo da banda, Matheus afirma que “traz um pouco de elementos modernos, mas também um pouco de elementos mais rock’n’roll cru”. Ele também cita que o show são de grande importância para o trabalho deles, tanto quanto pra performance quanto pra parte musical. “É um ambiente pra galera se divertir”, fala.

“Nosso processo de composição ele é bem democrático dentro da banda. Tem ideias de todo mundo. Normalmente alguém chega com um rascunho de música ou a ideia de um riff, pegamos isso e vamos fazendo em conjunto”. Sobre o Peixefante, Matheus opina que a banda deve ser uma das novidades mais legal que tem visto em Goiânia nos últimos tempos. “O show que vi, na Julindie, foi incrível. A ambiência instrumental, o jogo que eles fazem com as vozes, tudo é bem interessante. O que torna o nosso role de sexta muito mais massa”, conclui.

O vocalista também ressalta que essa apresentação no Máxima Goiás tem outros detalhes que tornam esta especial para ele. Na apresentação, a banda preparou alguns detalhes que só serão vistos neste dia. Quanto às novidades e lançamentos próximos, Matheus diz que não há nada marcado, mas eles continuam produzindo. Já o Peixefante está preparando duas singels para o “Lado B”, que provavelmente estarão no próximo disco da banda. Ele também afirma que estão compondo algumas coisas para trabalhos mais distantes.

 

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