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“O Sertão é o mundo”, dizia Guimarães Rosa

Redação DM

Publicado em 21 de outubro de 2015 às 21:11 | Atualizado há 1 ano

por Walacy Neto

Algumas novidades passam em branco. Os olhos cerrados ou voltados para outro plano não dão margem para que o cidadão veja o novo. Mas expressões artísticas e novos artistas insistem em pipocar por aí, mesmo quando a visibilidade é pouca ou quase nenhuma. Desses fatores surge o formato independente, ou seja, os criadores se arrumam em algum canto e divulgam seu trabalho, quase como quando se engole um comprimido. Em Goiânia, uma gama de novos artistas visuais tem dado mais sabor aos olhos da gente. Boa parte destes artistas ainda estão frescos, quase que saídos da prateleira. Hoje, o coletivo Fake Fake realiza mais uma edição do FAKE FAKE ilustraciones e convida alguns destes que cito para expor o trabalho que tem realizado.

Sertão Urbano é o nome desta sexta edição. Artistas de Goiânia, ou seja, viventes desta floresta de pedra instalada num dos lugares mais inóspitos do mundo: o centro do cerrado brasileiro. “O Sertão é um referencial simbólico brasileiro, de cultura, de estilo de vida e de ambiente. O sertão é o mundo, já dizia o poeta Guimarães Rosa”, lembra a responsável pela mostra e co-fundadora do coletivo, Sophia Pinheiro. Além de ser a responsável pelo evento, Sophia também é mestranda em Antropologia Social pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e graduada em Artes Visuais. Uma parte do seu trabalho também faz parte da exposição.  “Há Sertão, há Urbano. E há de Ser Tão Urbano. É o diálogo a partir da diferença. É com esta licença poética que nos apropriamos do Sertão Urbano e fazemos dele o eixo curatorial e temático para esta edição”, conclui.

A proposta então é religar lugares através da arte, ou seja, dar um significado a essa realidade árida através da expressão de cada artista. Novas linguagens artísticas que podem revelar uma linha comum, como um novo momento para artes visuais do Estado. A exposição é coletiva e traz obras inéditas de oito artistas 100% goianos. Beatriz Perini, Luana Santos Brígida,  Michelle Santos, Natália Mastrela, Pedro Kastelijns, Ramon Madeira, Sophia Pinheiro e Talles Lopes Oliveira.

Quem são?

Beatriz Perini é estudante de várias coisas. Goiana e com duas décadas de existência, ela gasta a maior parte do seu tempo recortando revistas, desenhando figuras toscas e queimando rolos de filme. Já publicou três zines e é fascinada por tudo que é impresso ou feito manualmente.

​Luana Santa Brígida formou-se em Design Gráfico pela Universidade Federal de Goiás, e é apaixonada pelas árvores e a avifauna brasileira. Sua maior motivação se baseia em resgatar a paisagem silvestre no cotidiano urbano, e para isso, traz um mundo fantástico expressado por cascas rugosas e troncos retorcidos do Cerrado.

Michelle Santos é ilustradora e designer graduada pela Universidade Federal de Goiás (FAV/UFG) onde priorizou estudos nas áreas de ilustração, mídias interativas, e arte aplicada ao desenvolvimento de jogos.

Natália Mastrela é designer e ilustradora, moradora de Goiânia. Se formou em Artes Plásticas e Design Gráfico e atualmente trabalha com criação de ilustrações e projetos de design.

Pedro Kastelijns  nasceu no Paraná, mas mora em Goiânia desde criancinha, tem 18 anos, transita entre a música, artes plásticas e tem um relacionamento com as estrelas.

Ramon Madeira é ilustrador e designer formado pela Universidade Federal de Goiás influenciado por Art Nouveau, impressionismo, Posters e ilustrações contemporâneas. Transita entre o digital e o manual, priorizando o movimento e a incidência da luz sobre sobre a composição.

Sophia Pinheiro  é Mestranda em Antropologia Social pela Universidade Federal de Goiás e graduada em Artes Visuais Bacharelado Design Gráfico pela mesma instituição.

Talles Lopes de Oliveira nasceu em Guarujá – SP mas desde 2001 vive em Anápolis – Go, onde hoje trabalha como artista independente e estuda Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual de Goiás.

Ø  EXPOSIÇÃO SERTÃO URBANO:
De 23 de Outubro a 14 de novembro – Entrada Franca

Horário de Visitação:

Terça a Sexta: das 9h às 12h30 e das 14h às 17h

Sábado: das 10h às 17h

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