Bitcoin e Ethereum: a Coca e a Pepsi do mundo de criptomoedas
Redação DM
Publicado em 20 de agosto de 2022 às 17:27 | Atualizado há 4 anos
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O bitcoin e o ethereum são consideradas pelo mercado de criptomoedas como a Coca-Cola e a Pepsi. São as duas maiores moedas digitais existentes, embora com prevalência da primeira, representando 60% de tudo o que circula no mercado de criptos. É por isso que as variações nos preços de ambas determinam todos os investimentos nesse tipo de ativo.
Mas elas são muito diferentes entre si. Por quê?
bitcoin e ethereum: as diferenças e semelhanças
O bitcoin é a primeira criptomoeda da história, elaborada como um ativo e também como um meio de trocas financeiras, embora hoje seja usada quase totalmente no mercado de riscos.
Já o ethereum foi desenhada como uma rede descentralizada, abrindo espaço para o que hoje se chama de finanças descentralizadas (DeFI, na sigla em inglês).
O ethereum permite realiza pagamentos por meio de uma criptomoeda interna a ela, o que faz com que seu escopo seja muito mais amplo.
No entanto, ambas se parecem em outras coisas: primeiro que as duas usam tecnologia blockchain para validar e registrar transações. Em segundo, que elas dominam o mercado de ativos digitais dessa natureza — hoje, US$ 6 em cada US$ 10 investidos em criptos têm como destino o Bitcoin ou o ethereum.
As diferenças são mais evidentes, porém, e isso está na origem de cada uma. Basta pensar que o bitcoin foi originalmente criado para facilitar pagamentos de forma descentralizada, isto é, sem a intermediação dos bancos.
O ethereum, ao contrário, foi criada por designers que queriam ter uma moeda digital que servisse para lubrificar contratos entre partes dentro de softwares. Por conta da complexidade dessa circulação, logo se tornou uma cripto mais específica, em que diversos atores dividem entre si o jogo das trocas.
Além disso, elas funcionam com provas de uso das moedas distintas. Isso porque, na origem, as redes blockchain continham um erro que permitia que um usuário utilizasse um bitcoin mais de uma vez, mesmo se não o tivesse.
Para resolver isso, a rede elaborou um mecanismo chamado proof of work. Ele funciona com um time de validadores que analisam as transações e, no processo, vão registrando cada possível erro na circulação dos dados.
Já o ethereum funciona com base no proof of stake, em que os validadores apostam suas participações em criptomoedas e, com isso, ganhem a chance de validar transações dentro da rede. Assim, quanto mais criptos alguém apostar, maiores serão as chances de ocuparem o papel de validar as circulações.
E há ainda a diferença mais significativa entre as duas: o preço. O Bitcoin é muito mais valioso, chegando ao pico de US$ 68 mil em novembro de 2021, enquanto o ethereum valia US$ 4,8 mil naquele mesmo mês. Hoje, os valores são muito diferentes, mas ainda assim distantes: um Bitcoin vale US$ 21,2 mil, enquanto um ethereum está em torno de US$ 1,6 mil.
Nos últimos dias, porém, elas compartilharam uma mesma realidade: a da queda. Em sete dias, o Bitcoin caiu 10,7%, enquanto o ethereum perdeu 9,3% do seu valor. O motivo foi o temor dos investidores antes a iminente alta de juros da economia dos Estados Unidos, que será anunciada dentro de alguns dias pelo Banco Central do país (FED).