Economia

Banco Central anuncia novas funções para o Pix e prevê uso internacional do sistema

Redação Online

Publicado em 4 de abril de 2026 às 10:09 | Atualizado há 4 meses

O Banco Central do Brasil anunciou uma série de mudanças no Pix que devem começar a ser implementadas a partir do fim de 2026. O sistema de pagamentos, já utilizado por cerca de 80% da população brasileira e responsável por movimentar R$ 35 trilhões em 2025, passará por atualizações para ampliar seu uso e eficiência.

Entre as novidades está a possibilidade de uso internacional do Pix. A ideia é permitir pagamentos entre países de forma mais simples, ampliando um modelo que já funciona de forma limitada em locais como Estados Unidos e Portugal.

Outra mudança importante envolve o chamado “split tributário”, que permitirá o pagamento de impostos no momento da transação. A medida está alinhada à reforma tributária em desenvolvimento pela Receita Federal do Brasil e deve ser implementada até o fim de 2026.

O Pix também passará a ser incluído de forma obrigatória em cobranças que hoje utilizam boleto bancário. Com isso, empresas terão que oferecer a opção de pagamento via QR Code junto com outras formas já existentes.

Além disso, o sistema permitirá o pagamento de duplicatas títulos usados em transações comerciais o que pode facilitar o acesso ao crédito para empresas e reduzir custos.

Outra novidade é o chamado “Pix em garantia”, que permitirá usar valores futuros a receber como forma de garantir empréstimos, o que pode ajudar a reduzir juros. Já o Pix por aproximação deve ganhar uma versão que funcione mesmo sem conexão com a internet.

As mudanças ocorrem em meio a críticas internacionais. O sistema brasileiro tem sido questionado pelo governo dos Estados Unidos, que alega possíveis impactos sobre empresas de cartões como Visa e Mastercard.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o Pix e afirmou que o sistema é uma ferramenta importante para a população brasileira. Segundo ele, o país não pretende alterar o modelo por pressões externas.

Criado pelo Banco Central, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento no Brasil e segue em expansão, com novas funcionalidades previstas para os próximos anos.


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