Passagem de ônibus em Anápolis pode cair para R$ 4,30, mas Urban cobra subsídios para evitar colapso
Redação Online
Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 16:02 | Atualizado há 7 meses
A concessionária Urban, responsável pelo transporte coletivo em Anápolis, formalizou pedido de aumento de tarifa e alerta para um possível colapso do sistema. Atualmente, a passagem custa R$ 6 em dinheiro ou R$ 5,25 no cartão. No entanto, o representante jurídico da empresa, Carlos Leão, afirma que o custo por passageiro, avaliado ainda em 2024, era de R$ 8,19. “A gente vem trabalhando no vermelho já faz anos e, de fato, está insustentável”, declarou.
Em agosto, a Justiça determinou que a Prefeitura e a Agência Reguladora Municipal (ARM) promovessem o “reequilíbrio econômico-financeiro do contrato”. Contudo, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) reformou a decisão, impedindo o aumento antecipado antes do fim da ação judicial. Agora, a Urban propõe um modelo inspirado em Goiânia, onde a tarifa é de R$ 4,30, mas com forte subsídio público.
A empresa defende que a diferença entre o custo real e o valor pago pelo passageiro seja coberta por subsídios estatais e municipais, nos moldes do que ocorre em Goiânia. Lá, a Lei Complementar Estadual nº 169 determina que 41,2% do custo é de responsabilidade do Estado e 41,2% da Prefeitura. “Se aqui fosse parecido, claro, levando em conta o tamanho das cidades, teríamos todas as condições de fornecer ônibus e terminais tecnológicos e com segurança”, argumentou Leão.
O prefeito Márcio Corrêa já se mostrou insatisfeito com a determinação judicial e com a qualidade dos serviços da Urban. Em agosto, ele afirmou: “Não vamos aumentar a tarifa. Se pressionar, vamos rescindir o contrato e se resolve na Justiça, enquanto outra empresa entra no sistema para prestar o serviço”. A Prefeitura chegou a anunciar que a receita dos estacionamentos rotativos (área azul) seria convertida para subsidiar o transporte.
A Urban protocolou na última semana um relatório final com propostas de reestruturação. O vice-governador Daniel Vilela, que visitou o município recentemente, defendeu o subsídio estatal, mas condicionou o auxílio à apresentação desse plano. A reportagem buscou contato com a Prefeitura de Anápolis e com Daniel Vilela, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.
Foto: Bruno Valesco