Entretenimento

Audiovisual se alastra pelo interior

Redação DM

Publicado em 27 de abril de 2018 às 00:22 | Atualizado há 1 ano

Nos próximos três dias o mu­nicípio de Acreúna, no Vale do Rio dos Bois, recebe a primeira edição do Afic (Acreúna Festival Internacional de Cinema). A programação tem início às 9h30 de hoje, com a Mostra de Cinema e Educação, e se estende até a noi­te de domingo, quando será rea­lizada a cerimônia de premiação. São três mostras não competitivas (Goiana, Nacional e Internacional) e duas mostras competitivas (rea­lizadores independentes e cineclu­bistas). Paralelamente, também será realizado o 2º Encontro de Cineclu­bes Goianos na cidade. Para falar sobre esse festival, estiveram na re­dação do Diário da Manhã o dire­tor do evento, Ruyter Fernandes, e o cineasta convidado ngelo Lima, diretor do filme Nódoas.

De acordo com o diretor, a pri­meira edição do festival deve valo­rizar principalmente os realizado­res e cineclubes do Estado. “Nessa primeira edição, as mostras com­petitivas estão restritas aos realiza­dores goianos. Para as próximas edi­ções pensamos em abrir o leque, até mesmo para acostumar o pessoal do Brasil inteiro a mostrar seu traba­lho aqui em Goiás”, explica. A inclu­são de uma mostra para realizado­res independentes, segundo Ruyter, visa valorizar as ideias desenvolvidas por pessoas aqui de Goiás, e que fa­zem cinema sem financiamento ofi­cial. “É impossível para um filme que não teve aporte de edital concorrer com outro que teve, pois, querendo ou não, existe toda uma consistên­cia financeira por trás”.

Ruyter lembrou de uma reclama­ção antiga, tanto do público quanto dos realizadores, de que nos festivais de cinema de Goiás (principalmen­te os de grande financiamento), exis­te uma tendência a sobrevalorizar os filmes de outros estados. “É uma crí­tica que a maioria das pessoas que faz cinema em Goiás tem: o cine­ma goiano nos próprios festivais de Goiás não tem o devido reconheci­mento. Queremoscomeçardeforma diferente, dando atenção especial ao cinema feito em Goiás.” O Afic tam­bém busca valorizar eventos de ci­nema do interior, como lembrou o cineasta ngelo Lima. “São poucas ci­dades do interior que possuem festi­vais. Além do Piri.Doc, Faina, Sena­dor Canedo, e agora Acreúna.”

CINECLUBISMO

Segundo Ruyter Fernandes, to­dos os realizadores que participam da mostra possuem alguma ligação com cineclubes. Ele ressalta à im­portância desses ambientes como uma nova maneira de expressão criativa, importante para despertar o interesse das pessoas por cinema. “O cineclube deixou há muito tempo de ser um simples espaço alternativo de exibição de filmes. Passou a ser um ambiente de produção, onde as pessoas experimentam muita coisa”.

Em sincronia com o Afic, o 2º En­contro de Cineclubistas Goianos em Acreúna também movimenta a cidade promovendo oficinas de audiovisual. “Paralelo ao Afic será realizado o Segundo Encontro de Cineclubes Goianos em Acreúna. São aproximadamente 15 cineclu­bes. Estão surgindo alguns novos na região. Em Acreúna já temos dois. O cineclubismo em Goiás tem retoma­do muito espaço.” Segundo os or­ganizadores, a intenção é criar um novo espaço, que dinamize a pre­sença de eventos audiovisuais no território goiano. “O Afic tem como uma de suas metas tornar-se uma nova janela de exibição de filmes e descentralizar a realização de festi­vais apenas na capital, como já fa­zem outras cidades.”

ACREÚNA

O evento, que tem o apoio da pre­feitura da cidade, coloca o município de Acreúna, que fica 153 quilômetros distante de Goiânia, no circuito do audiovisual goiano. De acordo com Ruyter, os temas sociais e ambientais estão em evidência nas mostras que serão realizadas.

Os organizadores lembram do histórico da cidade com a pauta au­diovisual há vários anos. “Nas déca­das de 80 e 90, existiu na cidade de Acreúna um pequeno cinema, que foi fundado pelo senhor José Davi, mais conhecido como Davi do Ci­nema, que por motivos pessoais fe­chou as portas do Cine em meados dos anos 90”. Com a criação do cine­clube 7ª Arte em 2010, a cidade vol­tou a ter destaque na área. “Foi uma iniciativa de Ruyter Fernandes, que na época era diretor cultural e inscre­veu a cidade no edital federal Cine Mais Cultura. O Projeto deu tão certo que o cineclube recebeu um prêmio nacional, ficando entre as 10 melho­res iniciativas culturais do Brasil, no Prêmio Cultura Viva”.

 AFIC

Acreúna Festival Internacional de Cinema

Onde: Acreúna, 153 km de Goiânia

Quando: Sexta, sábado e domingo (dias 27, 28 e 29 de abril)

Início: 9h30 de sexta-feira

Entrada franca

 

PROGRAMAÇÃO

 

SEXTA-FEIRA, 27

9h30 – Mostra de cinema e educação do Afic (Auditório da Biblioteca Municipal Jeronimo Martins Márquez)

14h30 – Mostra de cinema e educação do Afic

16h – Oficina de Cinema, Cineclubes e Educação para professores e interessados em educação – 2º Encontro de Cinema e Educação – Responsável Francisco Lillo, (Auditório da Biblioteca Municipal)

20h – Mostra de cinema nacional (Auditório da Câmara Municipal)

SÁBADO, 28

14h – Abertura do 2º Encontro de Cineclubes de Acreúna (Auditório da Biblioteca Municipal)

Leitura da carta de encerramento do 1º Encontro de Cineclubes de Acreúna

17h – Mostra de realizadores de cineclubes (Auditório da Câmara Municipal)

20h30 – Abertura oficial do Acreúna Festival Internacional de Cinema (Auditório da Câmara Municipal)

Exibição do filme Relações Humanas

Mostra goiana de cinema

23h – Festa e convivência cineclubista do festival

DOMINGO, 28

14h – Fechamento do 2º Encontro de Cineclubes de Acreúna

Carta de Encerramento

16h – Mostra de realizadores independentes (Auditório da Câmara Municipal)

18h – Encerramento do Afic (Auditório da Câmara Municipal)

Mostra de Cinema de Acreúna

Premiação

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia