Entretenimento

Cinema Fantástico

Redação DM

Publicado em 5 de dezembro de 2017 às 00:28 | Atualizado há 1 ano

O desenvolvimento de no­vas tecnologias cresce ex­ponencialmente desde o começo da década de 90. O surgi­mento dos computadores parti­culares, a internet, os smartpho­nes, tablets e outras traquitanas não cessam de aparecer e ficar, sendo parte da rotina diária de muitas pessoas. A influência que essas novas tecnologias causam na sociedade é tão forte que es­ses elementos influenciam até o modo de pensar o mundo. Por isso, seria quase impossível que os celulares, a internet e outros se tornassem material ou ferra­menta para a criação artística. No cinema, por exemplo, a pro­dução passou a ser mais acessível com o uso de celulares e câmeras a preços razoáveis, expandindo a ideia de Glauber Rocha de que para fazer cinema bastava “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”. O termo “trash” surgiu na década de 90, a fim de designar projetos cinematográficos com baixo orçamento e feitos de ma­neira amadora.

A partir desta quarta-feira (6/12), o Cine Lumière, localizado no Bougainville Shopping, rece­be a Trash – Mostra Internacional de Cinema Fantástico. Serão exibi­dos filmes dos gêneros horror, fic­ção científica e fantasia, além de oficinas de criação audiovisual. A mostra teve uma mudança signifi­cativa em relação à edição do ano passado, de 2016. “Hoje, qualquer celular produz imagens infinita­mente superiores à melhor câmera VHS dos anos 90. Só é trash quem quer”, diz o organizador da mos­tra, Márcio Júnior. A mudança no festival foi justamente nesse deta­lhe, apontado pelo o organizador: a mostra de cinema Trash tornou­-se um festival de cinema fantás­tico. A Trash segue até o dia 10 de dezembro, domingo, e a entrada é gratuita ao público.

Durante os dias de Mostra serão apresentados 80 filmes. Entre es­tes, oito longas-metragens: A Flores­ta das Almas Perdidas (Portugal), O Nó do Diabo (Brasil), Cut Shoot Kill (Estados Unidos), A Repartição do Tempo (Brasil), Histórias Estranhas (Brasil), Pendeja, Payasay Gorda (Argentina), Virgens Acorrentadas (Brasil /EUA) e Pazucus – A Ilha do Descarrego(Brasil).

OFICINA E DEBATE

Quem se interessa por cinema e pelas temáticas que envolvem os gêneros e subgêneros abordados na Trash, a programação conta com duas oficinas. O cineasta ca­tarinense Petter Baiestorf será res­ponsável pelo workshop “Como Fazer um Filme de Terror em Três Dias” e o jornalista Carlos Primati ministra o curso sobre “O pós-hor­ror e horror no cinema moderno e pós-moderno”. As duas oficinas serão realizadas entre os dias 7 e 9 de dezembro, das 14h às 17h, na Faculdade Araguaia. As inscri­ções permanecem abertas até hoje (5/12) e podem ser feitas pelo site da mostra (www.mostratrash. com/oficinas-trash). Para parti­cipar da oficina é necessário ser maior de 16 anos, no caso da ofici­na de criação de filmes de terror é necessário celular com filmadora e apresentar um argumento para um curta de horror de três minu­tos. As vagas são limitadas.

Além das oficinas e da exibição de filmes, o evento conta com uma mesa-redonda de debate dedicada ao trabalho das mulheres no cine­ma. Mulheres Que Tocam O Ter­ror 2! irá ocorrer após a sessão de curtas-metragens e será conduzi­do exclusivamente por mulheres da área cinematográfica. Partici­pam do bate-papo a doutora em Sociologia Alice Fátima Martins, e a mestre em Comunicação Au­diovisual e crítica de cinema Be­atriz Saldanha. A mediação fica por conta da produtora e organi­zadora do evento, Márcia Deretti. Durante a mostra também ocor­rem lançamentos de livros literá­rios e de histórias em quadrinhos. No dia 6 serão lançados os livros Narrativas do Medo e A Hora do Pesadelo. No sábado, dia 9 de de­zembro, o livro Thrtu, de Rodolfo Zalla, Amit Desai, Cláudio Ellovit­ch e Chengi Sing.

  • Confira a programação com­pleta da Trash – Mostra Interna­cional de Cinema Fantástico 

 

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia