Fogaça expõe seu “balé urbano” em Portugal
Redação DM
Publicado em 11 de maio de 2018 às 00:50 | Atualizado há 1 ano
Após exposições na Bélgica e no Chile em 2017, Gerson Fogaça leva seu trabalho agora para Portugal. A Casa da América Latina, em Lisboa, vai sediar de 11 de maio a 27 de julho a individual “Visões simbólicas”, com 24 obras de vários formatos assinadas pelo artista plástico goiano. A abertura com vernissage foi ontem (10).
A crítica de arte franco-argentina Patrícia Avena Navarro assina a curadoria da mostra. A produção é de Malu da Cunha. “‘Visões simbólicas’ faz parte de uma itinerância que teve sua primeira parada em Bruxelas, na Bélgica, no ano passado, e pretende seguir para outras cidades depois de Lisboa”, explica Malu.
Sobre o trabalho de Fogaça, Patrícia afirma: “Suas obras põem à prova os limites da pintura e do desenho, apresentando fragmentos de uma obra que nos convida a prosseguir percebendo a frescura, a desenvoltura, o humor e a ironia com os quais G. Fogaça concebe seus protagonistas e resolve suas composições transformando-as em um ballet urbano.”
SOBRE O ARTISTA
Gerson Fogaça nasceu na cidade de Goiás, em 1967, e vive atualmente em Goiânia. Tem no currículo individuais no Chile, na Espanha, na Bélgica, em Cuba, na Argentina e na Alemanha.
CRÉDITOS
“Visões simbólicas” é um projeto contemplado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás e pela Lei Goyazes. Tem o apoio da Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte (Seduce), do Governo de Goiás e da Embaixada do Brasil em Portugal.
SOBRE A CASA DA AMÉRICA LATINA EM LISBOA
Criada em 1998, a Casa da América Latina busca aproximar Portugal da América Latina por meio do estímulo ao conhecimento e da cooperação com os países da região. É uma associação sem fins lucrativos e de direito privado, constituída pelo Município de Lisboa, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, pelas embaixadas dos países latino-americanos e por um conjunto de empresas.
EXPOSIÇÃO “VISÕES SIMBÓLICAS”
Visitação: 11 de maio a 27 de julho Local: Casa da América Latina, em Lisboa, Portugal
Mais informações: http:// casamericalatina.pt/
ENTREVISTA COM GERSON FOGAÇA
DMRevista – Você tem exposto constantemente no exterior. Como tem sido recebido? Há um interesse maior pela arte brasileira fora do País neste momento?
Esse tema é interessante, pois há aspectos a serem observados, como a inserção institucional dos artistas (participação em exposições e coleções de museus), o intercâmbio institucional (entre museus, curadores) e a presença brasileira na mídia. Mas ainda é muito pequeno o número de artistas brasileiros que realmente são representados por grandes galerias americanas e europeias. A validação pelo espaço internacional tem impacto importante sobre as carreiras dos artistas e sobre o valor das obras. Pertencer ao circuito internacional afeta tanto a reputação quanto o valor da obra. Mas particularmente acredito que, de forma geral, os efeitos na maioria das vezes podem ser observados em nível nacional.
DMRevista – Como avalia seu percurso como artista plástico e seu atual momento?
Tenho realizado mostras em espaços internacionais importantes. Neste ano, além de Lisboa, tenho mostras na Cidade do México e em Miami. Mas também começo a trabalhar em São Paulo. Em agosto tenho uma individual na capital paulista.
DMRevista – O que pode dizer de sua relação com Goiânia?
Tenho uma relação muito forte com Goiânia, está além do território, das ruas, edifícios, porque a cidade é, antes de tudo, de pessoas. É um lugar que sempre vou para retornar.
