As mulheres que vão cortar os Sertões
Redação DM
Publicado em 19 de agosto de 2018 às 00:54 | Atualizado há 8 anos
Foi-se o tempo que as pessoas achavam que mulheres nos esportes radicais não era uma boa combinação. A presença feminina tem sido cada vez maior no Rally dos Sertões. Esse ano o grid vai contar com 13 mulheres entre pilotos e navegadoras que vão encarar os mais de 3 mil km de percurso de Goiânia a Fortaleza.
Uma delas é a gaúcha Mirela Starhan, da equipe Trancos e Barrancos. A piloto da categoria carros, já disputava outras provas nacionais e agora foi convidada pelo estado do Rio Grande do Sul para também estar no Rally dos Sertões. Para ela é sempre um a grande honra poder representar o público feminino.
“Dentro do Rio Grande do Sul eu acredito que fui uma das pioneiras. Estou sempre competindo como piloto e minha vontade de participar dessas provas está cada vez maior. Eu acho um barato porque eu tenho um fã clube feminino. Além disso, quando eu estou competindo nos rallys, passando pelas cidades, sempre chegam mulheres e crianças empolgadas ao lado do carro, comentando, elogiando. Acho muito legal poder representar todas elas. Ser mulher e ser considerada por todos aqui, além disso, ter sido convidada para representar meu estado nos Sertões é algo que me enche de orgulho”, comentou.
Já na categoria UTVs temos o exemplo de uma dupla tradicional no Rally dos Sertões. Helena Deyama e Josi Koerich, da equipe Can-AM Maverick, comemoram 18 anos de parceria e vão mais uma encarar a adrenalina de cortar o Brasil pelas estradas de chão.“Eu corri meu primeiro Rally dos Sertões em 1999. Já em 2009, dez anos depois da minha primeira participação, a Josy andou comigo pela primeira vez. É uma parceria que está durando e eu me sinto muito tranquila ao lado . Uma depende muito do trabalho da outra”, comentou a piloto Helena.
A navegadora Josi também fez questão de reforçar a importância do público feminino no mundo da velocidade. Segundo ela, as barreiras estão só na cabeça e quando você acredita que é capaz de viver o desafio a superação vem junto.
“A gente sempre foi muito bem recebida no universo do rally. Mas acredito que as vezes somos mais cobradas. Não existe uma categoria exclusivamente feminina e a gente compete de igual para igual. Eu falo isso para as outras meninas que tem interesse em pilotar, no rally não faz diferença se você é mulher ou homem. As dificuldades são as mesmas e a gente consegue superar todas. Eu torço para que venham muitas mulheres para a categoria, seria algo muito legal”, disse Josi.