Esportes

Diretoria e jogadores tentam blindar Hemerson Maria

Redação DM

Publicado em 24 de agosto de 2018 às 05:28 | Atualizado há 8 anos

O momento que o Vila Nova vive dentro da temporada pode ser des­crito como turbulento. O colora­do vem caindo de produção na Sé­rie B rodada a rodada. Já chegou a ser líder isolado e hoje é apenas o nono colocado. Ainda não venceu e sequer marcou gols no returno da competição. Críticas feitas pela tor­cida ao técnico Hemerson Maria, ao grupo de jogadores e à diretoria têm sido cada vez mais frequentes.

Em meio a todas essas complica­ções, o Tigre busca reagir e terá que fazer isso diante do seu maior rival. Amanhã, às 16h30, Vila Nova e Goiás se encaram no Serra Dourada, pela 23ª rodada da Série B.

Para mostrar união em meio ao momento complicado, um ato sim­bólico dos jogadores do Vila, reali­zado na tarde de ontem, chamou a atenção no Onésio Brasileiro Alva­renga. Todos os atletas do elenco se apresentaram na sala de imprensa do OBA antes do treinamento. Além de blindar o técnico Hemerson Ma­ria, a atitude, segundo o lateral Gas­tón, também serviu para mostrar que o grupo está fechado e ciente da sua parcela de culpa.

“Estamos dividindo a responsa­bilidade. Precisamos dar uma res­posta por parte do nosso elenco. Tem muita cobrança em cima do diretor, do presidente, do nosso trei­nador. Mas quem entra em campo somos nós. Isso é uma representa­ção da nossa parcela de responsa­bilidade”, explicou o lateral uruguaio.

Além de Gastón, o zagueiro Wesley Matos, o meia Alan Minei­ro e o lateral Maguinho também foram os porta-vozes colorados e responderam às perguntas dos jor­nalistas. De acordo com o capitão Wesley, o Vila precisa ir além das justificativas e focar nos resultados.

“Tivemos uma queda de ren­dimento, mas acreditamos em nosso potencial. Não tem uma oportunidade melhor para re­conquistarmos o torcedor que essa, precisamos de uma vitória no clássico. Para mim, nosso trei­nador é isento de qualquer culpa. Ele passa toda a estratégia, mas quem joga somos nós. Sabemos que o futebol é bola para dentro, é resultado. Podemos até expli­car tudo aqui, mas se não ganhar ninguém presta. Nesse momento o torcedor quer resultado e a gen­te também. Vamos fazer de tudo para conseguir isso”, afirmou.

Para reforçar o clima de decisão, a diretoria colorada optou por fe­char todos os treinos até o clássi­co e antecipar a concentração dos atletas, que se iniciou na noite de ontem. “Está visível o comprometi­mento do nosso grupo. Se a direto­ria optou por isso, pode ter certeza que foi com o consentimento de to­dos nós. Estamos fazendo o que for possível para melhorar, se for pre­ciso descansar mais, treinar mais, para o que for estamos à disposi­ção”, comentou o lateral Maguinho.

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