Dragão demonstra dificuldades no caminho até a vitória
Redação DM
Publicado em 9 de fevereiro de 2018 às 01:41 | Atualizado há 8 anos
Mesmo com a lanterna da Série A no ano passado, os jogadores do Atlético daquela temporada despertaram interesse de outras equipes por conta de boas atuações coletivas. Com isso, para este ano, permaneceram no elenco apenas o goleiro Kléver, o lateral Jonathan e o zagueiro William Alves. O cenário aponta nenhum remanescente no setor de criação da equipe, tampouco jogadores de ataque.
Depois de disputar sete jogos oficiais até aqui no ano, o Dragão somou apenas seis gols, menos de um por partida, em média. Destes, apenas dois foram de jogadas trabalhadas – um no empate com o Itumbiara, no gol de Chiquinho após cruzamento de Roger, e o outro de Cristhyan, no último domingo, depois da jogada de Wesley Natã, contra o Grêmio Anápolis.
Os outros tentos do rubro-negro foram, na verdade, compilados de lances de jogo: um de pênalti, outro em cobrança de escanteio, uma ocasião em um chute sobre Élder Santana em lambança da zaga de adversária e um último quase sem querer do zagueiro Lucas Rocha no clássico contra o Vila Nova. Isso é reflexo da pouca quantidade de meias armadores no clube – apenas Tomas Bastos, além de Wesley Natã, que flutua mais.
Além disso, os centroavantes decepcionaram até aqui. Contratados para fazerem gols, Élder Santana e Vinícius Tanque somam juntos apenas um gol e colecionam más atuações. A esperança fica por conta de Tito, com 22 gols no ano passado pelo Confiança (SE), mas que ainda não estreou por conta de um leve problema na pré-temporada. O atacante de 28 anos pode começar jogando no duelo contra o Itumbiara, amanhã, às 16h30, em Goiânia.
OUTROS FATORES
O torcedor atleticano fica ainda mais com a pulga atrás da orelha depois da eliminação precoce na Copa do Brasil. Na quarta-feira, o clube foi derrotado pelo Altos (PI) por 2 a 1 e deu adeus na primeira fase da competição. Em sete jogos oficiais, o Dragão soma três derrotas, quatro empates e nenhuma vitória. Se contar o único amistoso de pré-temporada, o rubro-negro também não venceu: empate por 1 a 1 com o Uberlândia (MG).
Fatores sempre utilizados para justificar o início ruim na temporada no Atlético são: o pouco tempo para trabalhar o time na pré-temporada, além da remontagem do elenco. Para o diretor de futebol e vice-presidente Adson Batista, os problemas vão além do setor ofensivo.
“Não adianta eu falar que é só questão ofensiva. Estamos mal, e é todo mundo. As coisas não estão acontecendoenãoadiantapegarum setor apenas. São situações por quais qualquer clube passa. Teremos que passar isso com grandeza. Enquanto tivermos força, vamos lutar para superar esse momento. Não adianta fazer terrorismo, pois só piora a situação”, avaliou o diretor.