Esportes

Experiência para voltar à elite

Redação DM

Publicado em 22 de julho de 2018 às 03:12 | Atualizado há 8 anos

Pela 11ª vez consecutiva, o Goiânia inicia uma Divisão de Acesso do Campeonato Goiano, com o objetivo incessante de retornar à elite do futebol esta­dual. A busca do Galo recomeça hoje à tarde, às 16h, contra o Amé­rica de Morrinhos, fora de casa, no Estádio João Vilela. O alvinegro da capital, que no ano passado ficou por um jogo de conquistar o seu acesso, encara a temporada de 2018 como um ultimato, uma vez que esse ano quatro clubes ascendem para o Campeonato Goiano de 2019, que vai aumentar a quantidade de 10 para 12 times.

Para esse ano, a aposta da di­retoria do Goiânia é no técnico Edson Júnior, atual campeão da Divisão de Acesso, pelo Grêmio Anápolis, e que eliminou o pró­prio Galo da competição no ano passado: “Conhecia o Goiânia por jogar contra, mas não vivia o dia a dia. Ano passado enfrentei uma equipe com qualidade, as­sim como agora também temos. Só que agora iniciamos de uma maneira diferente. No ano pas­sado o Goiânia começou com um elenco jovem e foi buscan­do reforços no decorrer do cam­peonato. Hoje já estamos com o elenco formado”, ressaltou o trei­nador, que já conseguiu quatro acessos no futebol goiano.

Uma das principais dificul­dades do Goiânia nos últimos tempos vem sendo a estrutura. Com a equipe há 11 anos na Di­visão de Acesso e com o futebol profissional parado durante a maior parte do ano, a Vila Olím­pica, sede do clube, vem sofren­do com a falta de manutenção, impossibilitando treinos no lo­cal. “Um clube que fica quase 10 meses sem nenhuma com­petição fica sem recurso. A Vila Olímpica não teve manutenção do campo e nós vivemos de fa­vores para arranjar campos para treinar”, relatou Edson Júnior.

Com a falta de condição do da Vila Olímpica, o Goiânia vem treinando no Estádio Anníbal Batista de Toledo, em Apare­cida de Goiânia, e no Estádio Olímpico, onde vai mandar os seus jogos na Capital. “Quando viemos para cá nós já sabíamos dessas condições. Nós procu­ramos ser parceiros do clube, para atingirmos nossos objeti­vos”, finalizou o treinador.

Com dificuldades financeiras, a folha salarial do Galo gira em tor­no de R$ 80 mil. Como a maio­ria do elenco tem residência fixa na cidade, o clube não vem ten­do tantas despesas com alimen­tação e hospedagem de atletas.

O jogador de maior destaque contratado para a Divisão de Aces­so é o goleiro Márcio, 37 anos, que fez história no rival Atlético e tam­bém passou pelo Goiás. Curiosa­mente, o arqueiro chegou no fu­tebol goiano em 2007, último ano em que o Galo esteve na primeira divisão, mas de lá para cá nunca mais se cruzaram. “Tomara que esses 11 anos que eu tenho no fu­tebol goiano culmine com a reto­mada do Goiânia, que tem tradi­ção e história. É um gigante que está adormecido, e estamos aqui para acordar esse gigante”, ressal­tou o experiente goleiro.

Para esse ano, a fórmula de disputa da Divisão de Acesso será similar à da primeira divi­são. Os 10 clubes estão divididos em dois grupos. Nos dois primei­ros turnos os times do Grupo A enfrentam as equipes do Grupo B. No terceiro turno as agremia­ções se enfrentam dentro da pró­pria chave. Os quatro times que mais pontuarem nos 14 jogos, independente de qual grupo es­tejam, conseguem o acesso para o Campeonato Goiano de 2019.

Para essa estreia, o Goiânia está escalado com Márcio; Bru­no, Robson, Valdson eVandinho; Leandro Bulhões, Renato, Caio e Robert; Juninho e Yago.

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