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Goleiro comemora retorno ao time e fase com mais sorte

Redação DM

Publicado em 21 de junho de 2018 às 03:43 | Atualizado há 8 anos

No futebol brasileiro, há sem­pre uma busca em achar um cul­pado por algo. Para as derrotas em sequência, as diretorias geralmen­te optam por demitir o treinador. Quando uma defesa tem desem­penho ruim, por exemplo, o pri­meiro a ser substituído é o goleiro. E foi isso que aconteceu no Atlético. Detentor de uma das piores defesas da Série B, o Dragão trocou Jeffer­son por Léo, há três rodadas, mas pelo fato do desempenho defensi­vo não ter melhorado, o antigo titu­lar já retornou ao time.

Jefferson chegou para compor elenco na Série B, principalmente depois de falhas de Kléver no início do campeonato. Com isso, fez parte de um sistema defensivo que sofreu 20 gols em 10 jogos e que passou a ser o pior da Série B. E no jogo con­tra o Oeste e o Goiás, por exemplo, a sorte não sorriu para Jefferson – fo­ram vários os gols de bate e rebate, incluindo um contra os paulistas em que a bola tocou a trave, bateu nas costas do arqueiro e parou no fun­do das redes. Apesar disso, contra o Vila Nova, na última rodada, quan­do retornou ao time titular, Jefferson não sofreu gols – mesmo com duas bolas na trave dos colorados.

“A sorte acompanha quem tra­balha. Fico triste pelos gols sofri­dos quando a bola bateu em mim e depois entrou. Isso aconteceu contra o Oeste e Goiás. Apesar dis­so, precisamos manter a cabeça bem tranquila, pois isso faz parte do ofício, da profissão. Pode acon­tecer também da bola passar por baixo das pernas, e preciso traba­lhar para evitar. Nesses momentos de azar, o importante é o apoio dos companheiros. Sabia que essa má fase ia passar e que iria chegar um momento em que a bola iria bater na trave e sair pela linha de fundo”, analisou o goleiro Jefferson.

Após a derrota no clássico para o Goiás, na 8ª rodada, por 3 a 1, o golei­ro Jefferson foi sacado do time titu­lar, inclusive sem ter falhado nos gols sofridos pelo Atlético. Naquela opor­tunidade, o técnico Claudio Tenca­ti deu uma declaração que mudaria o goleiro titular, pois Léo, que veio do Atlético-PR, chegou ao Dragão para jogar. Após Léo ter sofrido seis gols em dois jogos, contra Juventu­de e Figueirense, Jefferson está de volta aos onze iniciais – retornou na última rodada, no empate por 0 a 0 diante do Vila Nova.

“Eu trabalho em prol do clube. Foi tomada a decisão de troca pelo professor e tudo foi conversado an­tes. O Tencati viu que naquela oca­sião era o momento ideal para a troca. Não vou dizer que me senti injustiçado. Passei todo o apoio para o Léo, assim como ele também me apoiou e o próprio Kléver [outro go­leiro], que nos deu conselhos. Estou aqui para ajudar o Atlético. Se possí­vel manter uma sequência até o final do campeonato, o que seria ideal, mas o que for decidido pela direto­ria e comissão técnica, preciso aca­tar”, decretou Jefferson.

 

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