Libertadores vira trunfo de Diniz em meio à crise do Corinthians no Brasileiro
Léo Carvalho
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 12:37 | Atualizado há 1 hora
Diniz ganhou força com campanha do Corinthians na Libertadores, enquanto enfrenta pressão após quatro derrotas seguidas no Brasileiro | Foto: Getty Images
A campanha do Corinthians na Libertadores ganhou peso para Fernando Diniz justamente no momento em que o treinador enfrenta a maior pressão desde que assumiu o comando da equipe. O time está há quatro jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro, todos com derrota, mas segue vivo na principal competição do calendário.
O empate por 1 a 1 com o Estudiantes, na Argentina, manteve o Corinthians em condições de avançar à semifinal. A definição será na próxima quarta-feira (16), na Neo Química Arena. Uma vitória por qualquer placar garante a classificação.
Depois do jogo em La Plata, Diniz destacou a importância da partida e classificou o confronto de volta como “um dos jogos mais importantes da história recente do clube”. A declaração reforça o peso atribuído à Libertadores dentro do planejamento corintiano.
A competição, inclusive, já era tratada como prioridade antes da chegada de Diniz. A meta foi estabelecida pela diretoria e pelo departamento de futebol e também apresentada ao elenco. O objetivo é buscar o segundo título do Corinthians na Libertadores, 14 anos depois da conquista de 2012.
Campanhas diferentes
O desempenho do Corinthians na Libertadores contrasta com o momento vivido no Brasileiro. Desde a fase de grupos, a equipe disputou nove partidas no torneio continental, com quatro vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. Foram dez gols marcados e cinco sofridos.
O empate em La Plata aconteceu depois de uma sequência de quatro derrotas no Campeonato Brasileiro, três delas dentro da Neo Química Arena. O Estudiantes abriu o placar logo aos três minutos, mas o Corinthians reagiu no segundo tempo e chegou ao empate com Kaio César, após assistência de Rodrigo Garro.
A fase ruim no Brasileiro, porém, aumentou os questionamentos sobre Diniz. O momento também passou a ser atravessado pelas disputas políticas internas do clube.
Integrantes ligados ao presidente Osmar Stabile, que já haviam se posicionado contra a renovação de Memphis Depay, passaram a fazer críticas ao treinador depois de Diniz defender publicamente a permanência do atacante.
O técnico entende que os conflitos internos também começaram a pesar na avaliação de seu trabalho. O departamento de futebol, por sua vez, mantém o respaldo ao treinador e considera outros fatores para explicar a queda de rendimento, como a ausência de contratações, pagamentos pendentes e o número de jogadores lesionados.
Semana decisiva
Antes da decisão contra o Estudiantes, o Corinthians terá outro compromisso pelo Campeonato Brasileiro. A equipe enfrenta o Flamengo neste domingo (13).
Apesar da necessidade de reagir na competição nacional, o duelo contra os argentinos concentra grande parte da atenção do clube. A classificação pode fortalecer o trabalho de Diniz em meio à pressão.
Uma eliminação, por outro lado, encerrará o principal objetivo estabelecido pelo Corinthians para a temporada e poderá aumentar ainda mais os questionamentos sobre a permanência do treinador.