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Lições aprendidas

Redação DM

Publicado em 2 de dezembro de 2017 às 02:45 | Atualizado há 9 anos

 

Com uma campanha abai­xo do esperado na Série B de 2017, o Goiás terminou a competição em 14º lugar com apenas 45 pontos, um acima do Luverdense, que foi rebaixado. Durante o campeonato, o esme­raldino ficou apenas uma vez den­tro do G-4, quando engatou uma sequência de três vitórias conse­cutivas sob o comando de Silvio Criciúma.

A equipe conseguiu subir de produção na reta final da compe­tição, quando Hélio dos Anjos, em sua sexta passagem pelo esmeral­dino conseguiu somar 20 pontos nas últimas 14 rodadas, um apro­veitamento de 47%, que colocaria o time na 8º colocação, se ele es­tivesse desde o início do torneio.

Hélio que pegou o bonde an­dando, criticou a falta de plane­jamento do time para as con­tratações durante a Série B. O comandante lembrou que o time fechou a temproada com 42 jo­gadores trabalhando no grupo.

“Primeiro que não é o momen­to de transferir responsabilidades para ‘a’, ‘b’ ou ‘c’, o importante nes­se momento é você assimilar os erros e fazer uma gestão de fute­bol totalmente diferente do que foi feito. Eu monto grupo de futebol desde 1988, e participo de contra­tações. É inadmissível você fazer uma boa gestão de grupo com 42 jogadores. Nós temos que absol­ver que o Goiás a cada ano cres­ce em termos de estrutura, orga­nização e se estabiliza como um dos clubes de melhor gestão no futebol brasileiro’’, falou o treina­dor sobre a montagem equivoca­da do elenco.

Um dos erros de planejamen­to da equipe foi com os goleiros. Com seis jogadores da posição ao final da competição (Marcelo Rangel, Márcio, Ivan, Renan, Paulo Henrique e Matheus), o treinador destacou que ter quatro goleiros de alto nível no time é desneces­sário e que pode atrasar a revela­ção de novos talentos.

“Nenhum clube do Brasil fez isso que o Goiás fez. Não tem necessidade de fazer isso, além do prejuízo técnico de não re­velar jogadores, não trazer atle­tas jovens nessa posição. Você trabalha com dois jogadores de nível de jogo. O terceiro e o quarto são para adquirir expe­riência. Pra mim, ter quatro jo­gadores (Marcelo Rangel, Ivan, Renan e Márcio), nessas condi­ções nessa posição de goleiro, você dá prejuízo pra todo mun­do’’, finalizou o treinador sobre os atletas do gol esmeraldino.

 

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