Esportes

Motivado pelo filho, Márcio quer se manter em alto nível

Redação DM

Publicado em 22 de julho de 2018 às 03:14 | Atualizado há 8 anos

Cinco vezes campeão goia­no–quatro pelo Atlético e uma pelo Goiás–com uma história de sucesso no Dragão e com participações em Campeonato Brasileiro, Copa Sul-americana e Copa do Brasil, o goleiro Már­cio vai disputar pela primeira vez, aos 37 anos, o Campeona­to Goiano da Divisão de Acesso.

Tido como principal con­tratação do Galo para a com­petição, o arqueiro encara a oportunidade como um grande desafio. “Estou muito empolga­do com essa nova situação. Vou tentar ajudar da melhor forma possível. Espero que em 2019 o Goiânia esteja na Série A”, afir­mou Márcio.

Apesar de estar em uma ida­de em que muitos jogadores são vistos com desconfiança, o goleiro rebate o rótulo de “fim de carreira”. “Independente da competição que eu for dispu­tar, o meu nível não pode dimi­nuir, eu tenho essa responsabi­lidade. Infelizmente o futebol tem muito disso. O Buffon está com 40 anos e saiu de um gran­de time para outro. Lá (Euro­pa), eles respeitam mais a ida­de dos jogadores. Se o cara se sente bem para jogar, a idade pouco importa. No Brasil se você passou dos 30 você já é taxado como velho. Nós esta­mos aí para quebrar esse tabu”, afirmou.

Além disso, outro aspecto motivacional para Márcio con­tinuar a jogar é o seu filho ca­çula, Davi Luiz, de cinco anos. “Ele me viu jogar no Atlético e no Goiás, mas ele não entendia muito o futebol ainda. Hoje ele está muito empolgado. Assisti­mos a Copa do Mundo juntos, então isso me motiva a estar jo­gando ainda em alto nível, para que ele possa me ver como todo mundo já me viu jogar, e ainda posso jogar.

O garoto é companheiro in­separável de Márcio nos trei­nos, vibrando com as defesas do goleiro nas atividades, e se arriscando na posição depois dos trabalhos. “Eu acho que é genética mesmo, porque eu pe­guei isso do meu pai, que tam­bém era goleiro. Eu não falo nada para ele sobre goleiro, mas toda hora ele está vendo meus vídeos, e querendo ir para o gol e parece que ele gosta mui­to disso. Eu quero que ele seja um bom médico, advogado (ri­sos), mas se ele for goleiro eu vou apoiar também. O impor­tante é que seja um cidadão de bem”, brincou o jogador.

 

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia