Esportes

“Não somos sem vergonha”

Redação DM

Publicado em 19 de junho de 2018 às 02:31 | Atualizado há 8 anos

O momento do Vila é de ins­tabilidade no Campeona­to Brasileiro Série B. No último final de semana, jogando no Serra Dourada, o Tigre empa­tou em 0 a 0 contra o Atlético-GO e agora amarga sete partidas se­guidas sem vencer na competição.

Apesar do furacão, o pensa­mento dentro do Onésio Bra­sileiro Alvarenga é que não há motivo para desespero, já que a equipe tem jogado de forma satisfatória. Em uma entrevista es­pecial, o zagueiro Wesley Matos fa­lou um pouco so­bre o atual mo­mento do time e mostrou confian­ça na recuperação colorada.

 

 Gols tem o zagueiro Wesley Matos com a camisa do Vila Nova. Todos marcados no ano passado

 

 

ENTREVISTA–WESLEY MATOS 

DM: Existe uma pressão maior sobre essa equipe pelo fato do Vila ter batido na trave na luta pelo acesso ano passado?

W.M: São equipes diferentes. O trabalho foi muito bom ano passado e acredito que esse vai ser melhor ainda. Estamos fo­cados e nossa meta é fazer uma campanha melhor que a de 2017.

DM: A torcida criticou bastante a equipe depois de mais um jogo sem vencer. Foi possível ouvir até alguns gritos de ‘time sem vergonha’ vindo da arquibancada. Como encarar isso?

W.M: A entrega desse time no jogo foi enorme, não é certo ser­mos chamados de time sem ver­gonha. O torcedor tem razão de protestar, até porque querem ven­cer tanto quanto a gente. Eu en­tendo o lado deles, mas aqui so­mos um grupo de trabalhadores. Estamos buscando em campo, criando. No último jogo foram duas bolas na trave, ela está tei­mando em não entrar. Esse mo­mento ruim vai passar e as vitó­rias vão voltar a acontecer.

DM: Qual é o papel de um líder como você em momentos de instabilidade como esse?

WM: Esse momento é aquele onde passamos confiança para o grupo. Nós estamos jogando bem, mas estamos pecando nos detalhes, as vitórias vão voltar a acontecer. Apesar de tudo não tenho dúvidas de que estamos no caminho certo.

DM: Você sempre foi um zagueiro artilheiro, no ano passado marcou sete gols na temporada, mas esse ano ainda está zerado. Atualmente o ataque não está rendendo e o Vila vive uma enorme seca de gols. Apesar de jogar atrás, você também se cobra em relação a marcar lá na frente?

WM: Faço tudo pra poder aju­dar, acho que o jogador tem que ter metas individuais, e a cada ano que passa quero ser melhor do que foi o outro ano. Temos que nos de­safiar e tenho certeza que os gols vão sair no momento certo.

DM: Se o ataque não vai bem, a defesa segue muito sólida. Qual é o segredo desse sistema defensivo do Vila, uma dos times menos vazados da Série B?

WM: Nosso coletivo é muito for­te. O que conversamos muito en­tre nós é que se jogarmos no limite dificilmente perderemos alguma partida, esse é o forte de nossa defe­sa, o equilíbrio em todos os setores.

DM: Essa é sua segunda temporada com o Hemerson Maria, como é trabalhar com o professor?

WM: Hemerson é um dos melhores treinadores que já trabalhei, além de um exce­lente técnico é um cara mui­to correto dentro do nosso dia a dia, vai ser um treinador de elite, é questão de tempo.

DM: Qual é a expectativa para o próximo duelo? Partida contra o lanterna Boa Esporte fora de casa.

WM: Esse tipo de partida é a pior para se jogar. Porque a equi­pe que está lá embaixo joga como se fosse a última partida de sua vida. Precisamos ir muito atentos, manter o sistema defen­sivo con­sistente, finalizar para fa­zer gols e ven­cer o duelo lá.

 

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