Nem a amizade conseguiu segurar
Redação DM
Publicado em 8 de maio de 2018 às 01:23 | Atualizado há 8 anos
A demissão de Hélio dos Anjos após a derrota para o Vila Nova foi anunciada por meio de uma nota oficial, emitida pelo presidente Marcelo Almeida. Na nota, ele destacou que o desejo era de continuar com Hélio até o final da temporada, no entanto, com a falta de resultados na Série B, foi necessária a troca de comando técnico pelo Goiás.
“De fato a gente gostaria muito que pudéssemos prosseguir até o final do ano com apenas um técnico. Nós temos exemplos anteriores, principalmente do ano passado, onde nós tivemos sete mudanças. Nos anos anteriores, a mesma coisa. A gente sabe que essa mudança frequente de técnico não é uma boa coisa para ser feita com um time. Porém a gente estava percebendo que os resultados não estavam acontecendo e culminou nessa última derrota que nós tivemos para o nosso adversário, que foi fator preponderante para que nós pudéssemos promover esse tipo de mudança’’, explicou o mandatário esmeraldino.
Nos últimos dias, principalmente os que antecederam o clássico, setores da torcida esmeraldina falaram que no Goiás se trabalha com “apadrinhamento’’. O presidente refutou essas afirmações, porém destacou que Hélio dos Anjos e Túlio Lustosa são sim seus amigos, mas que os contratou pela competência e por conhecerem e terem identificação com o Goiás.
“Eu ouvi esse tipo de crítica na semana passada. Fiquei muito chateado, o Hélio além de técnico é meu amigo sim, eu não vou negar isso. Porém eu não contratei o amigo Hélio, contratei o técnico com diversas passagens pelo clube, com diversas conquistas pelo clube, um técnico que já subiu o Goiás da Série B para Série A, tetracampeão regional, talvez o que mais teve identidade com o Goiás. Eu não contratei o amigo Hélio, contratei o profissional Hélio. O Túlio de fato é meu amigo, mas ele também tem muita identificação com o clube. Ele foi formado aqui, o Túlio tem uma história. Se eu não contrato pessoas amigas, conhecidas, seria melhor eu contratar pessoas inimigas, desconhecidas, exemplos que nós já tivemos dentro do clube, que vem apenas para tomar o nosso dinheiro. Será que é isso que as pessoas querem? Ou será que, se a gente sabe escolher essas pessoas, que eu digo amigos, não só amigos meus, mas amigos do Goiás. Eles não são apenas amigos meus, eu não trouxe nenhuma pessoa que não tivesse identidade com esse clube, em cima desse tipo de afirmação, eu discordo’’, completou o presidente.