Esportes

Soberano nos clássicos

Redação DM

Publicado em 28 de janeiro de 2018 às 01:41 | Atualizado há 1 ano

Deu Vila Nova de novo. Em seu segundo clássico no ano, o colorado conseguiu a segunda vitória – depois de su­perar o Goiás por 1 a 0 na semana passada. No Estádio Olímpico, o Tigre superou o Atlético pelo pla­car de 2 a 1. O Vila abriu o placar com um golaço de Mateus Ander­son, mas o Dragão buscou a igual­dade no final da etapa inicial com o zagueiro Lucas Rocha. No início do segundo tempo, Ramon fez o tento da vitória do Tigrão.

Com este resultado, ainda sem o complemento da rodada, os dois times estão em situações opostas na classificação. Enquanto o Vila lidera o Grupo B com 8 pontos, o Atlético é o lanterna do Grupo A com 2 pontos – e segue sem vitó­rias no Estadual após quatro ro­dadas. Na 5ª e última rodada do 1º turno, o Tigre enfrentará o Rio Verde no Estádio Mozart Veloso do Carmo, no Sul Goiano, na pró­xima quarta-feira (31), às 20h30. Em Goiânia, o Dragão enfrenta o Anápolis no mesmo dia, às 19h30 no Estádio Olímpico.

O JOGO

O colorado foi o primeiro a che­gar com perigo, aos 5 minutos de bola rolando. Em lançamento na área, na cobrança de falta do ata­cante Reis, o zagueiro Brunão su­biu mais alto que todos e cabeceou sobre o travessão atleticano. Na jo­gada seguinte, Dudu puxou para a diagonal e soltou uma bomba para grande defesa do goleiro Kléver.

A equipe mandante, o Vila Nova, abriu o placar aos 12 com um lindo gol. O volante Geovane lançou para a área, Ramon fez o pivô e escorou a bola para o meio. Mateus Ander­son chegou com um ótimo chute de canhota, na veia, sem chances para o arqueiro atleticano.

Mesmo após o gol, o Tigrão con­tinuou melhor. Aos 29 minutos, Ra­mon recebeu a bola por trás da zaga do Atlético em excelente lançamen­to de Maguinho. Na cara do gol, pa­rou com finalização sobre o goleiro Kléver, que jogou para escanteio.

Praticamente em sua única che­gada na partida, o Atlético empa­tou, aos 44 minutos. Tomas Bastos alçou bola na área em cobrança de falta, e o zagueiro Lucas Rocha desviou de cabeça para o fundo do gol. Primeiro gol sofrido por Ma­teus Pasinato no Goianão.

Logo no início da segunda etapa, o Vila Nova voltou a estar à frente do placar. Aos 7, Maguinho passou pela marcação de Bruno Santos, cruzou na medida para Ra­mon, que cabeceou forte no canto direito de Kléver. 2 a 1 para o Tigrão.

Aos 18, o atacante quase conse­guiu o segundo dele no jogo. De­pois de receber lançamento pelo lado direito, ele tirou do goleiro Kléver e acertou a trave direita. O Atlético respondeu apenas aos 33 minutos. Em chute cruzado, o la­teral-esquerdo Bruno Santos sol­tou uma bomba e a bola saiu ti­rando tinta da trave esquerda defendida por Mateus Pasinato.


Atacante comemora primeiro gol pelo Tigre

 

 

 Igor Pereira,DA EDITORIA DE ESPORTES

Contestado no início do ano, junatemente com boa parte do elenco, o atacante Ramon pôde na tarde de ontem afastar o clima de desconfiança que vinha das ar­quibancadas. O jogador participou bem no clássico com o Atlético, e contribuiu com a vitória por 2 a 1, com uma assistência e um gol – o seu primeiro com a camisa do Tigre.

O camisa 9 colorado comemo­rou sua evolução dentro do clube, e projetou fazer ainda mais gols. “As vezes as coisas não acontecem nos primeiros jogos. Hoje (ontem) eu pude fazer uma grande partida, dei assistência, marquei um gol. Estou crescendo aos poucos du­rante a competição, assim como toda a equipe, coletivamente. Ti­vemos uma atuação convincente, o Atlético nos proporcionou mui­to espaço, e nós conseguimos fa­zer o melhor jogo no campeona­to”, frisou o atacante.

Sobre a cobrança recebida após a estreia ruim, diante do Iporá, Ra­mon encarou com naturalidade. “O Vila Nova é um time de mas­sa e tem muita cobrança. Quan­do eu vim para cá eu sabia disso. Também sabia que no passado recente atacantes ficaram mar­cados por fazer gols importantes aqui, como o Moisés e o Frontini. Eu venho acompanhando o time há algum tempo e espero aten­der a expectativa depositada em mim”, finalizou o jogador.


 

Hemerson Maria exalta execução do planejamento colorado

Remanescente no coman­do técnico do Vila Nova, o téc­nico Hemerson Maria partici­pou de todo o planejamento para a temporada de 2018. O elenco colorado perdeu vá­rios jogadores importantes no final do ano passado, mas mesmo assim o Tigre vem surpreendendo no início do Campeonato Goiano.

“Quando nós renovamos o contrato já começamos a pla­nejar a temporada de 2018. saí­mos na frente pelo fato de man­termos uma base. os atletas que nós trouxemos tem o per­fil que precisávamos. Estamos cumprindo o planejamento de colocar os meninos da base também, que compõem quase metade do elenco. Quero para­benizar a todos no momento, mas não ficar eufórico. estamos evoluindo jogo a jogo” frisou o treinador, que pode poupar jo­gadores diante do Rio Verde, na qurta-feira (31)(I.P).

 


Meia Jorginho é emprestado ao futebol da Arábia Saudita

 

Depois de cinco temporadas, o meia Jorginho está fora do Atlé­tico. Desde 2013 no rubro-negro, o meio-campista se demonstrou insatisfeito para a comissão técni­ca e diretoria e será emprestado até novembro para o Al-Qadisiyah, da Arábia Saudita. Time que é coman­dado pelo brasileiro Paulo Bonami­go, que já comandou o Goiás e esta­va por último no Fortaleza.

Com a camisa atleticana, Jor­ginho completou 200 jogos no fi­nal da última temporada e marcou cerca de 30 gols. Chegou ao Atléti­co em 2013 depois de ser revelado pelo rival Vila Nova e teve apenas um intervalo de tempo fora do Dra­gão, em 2015, quando teve rápida passagem pelo futebol sul-corea­no, mas retornou ao rubro-negro rapidamente após não se adaptar com o clima e a alimentação.

“Quando vem uma proposta fi­nanceira grande para jogadores, eles esquecem de tudo e podem criar si­tuações que podem acabar atrapa­lhando o clube. Perdem o foco, per­dem o envolvimento com as causas do clube. O Jorginho sempre foi um jogador muito profissional, nunca me deu problema, mas chegou um ponto que o atleta já não está com a cabeçanoclubeereclamouissopara a comissão técnica”, revelou o dire­tor de futebol Adson Batista. (M.A)


 

JP Sanches reclama de pouco tempo de trabalho

 

Matheus Alves,DA EDITORIA DE ESPORTES

Depois de mais uma derrota na competição e outro jogo sem vitó­rias, o técnico João Paulo Sanches fez uma análise do clássico con­tra o Vila Nova. Em quatro jogos, o Atlético tem duas derrotas e dois empates e é lanterna de seu grupo.

“Foi um jogo em que tomamos dois gols por falhas nossas. Cla­ro que há os méritos do Vila, mas foram duas situações que pode­ríamos ter evitado. Mas o futebol é feito disso, principalmente em um clássico onde quem menos erra é quem sai com o resultado positivo. Hoje (ontem) mais uma vez isso aconteceu aqui”, avaliou o técnico João Paulo Sanches.

Sobre o início ruim do time no campeonato, o treinador atleti­cano não culpa a montagem do elenco, da qual fez parte, pela di­retoria e reclamou sobre o pouco tempo para treinar sua equipe. O comandante está garantido para dar sequência ao trabalho, se­gundo informou Adson Batista.

“Eu sou uma pessoa muito atuante dentro do clube e par­ticipo inclusive das contrata­ções do time. Mas nós sabemos como foi esse ano. O curto es­paço de preparação da equipe e infelizmente mais uma vez a re­montagem do elenco. Enquan­to eu estiver aqui, vamos dar a cara a tapa desde que os jogado­res comprem as nossas ideias e tenham comprometimento co­nosco. Não posso reclamar de nada”, disse o treinador atleticano.

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