Goiânia

Projeto de Lei: Mulheres poderão ser acompanhadas por uma profissional de saúde durante atendimento com ginecologista

De acordo com o texto, a paciente terá direito à acompanhante em atendimentos com ou sem sedação

diario da manha
Foto: Pixabay

A vereadora Aava Santiago (PSDB) propôs um projeto que assegura às mulheres o direito ao acompanhamento por uma profissional de saúde em consultas, exames e outros procedimentos ginecológicos, durante todo o atendimento. Se virar lei, a regra terá que ser cumprida em todos os estabelecimentos públicos e particulares de Goiânia.

“Não gostaríamos de viver tamanha insegurança a ponto de precisar tratar disso em projeto de lei. Mas, se nós mulheres somos vulnerabilizadas e expostas ao risco e medo até dentro do consultório médico, só a presença de outra mulher para garantir acesso seguro a um direito tão elementar que é a saúde”, afirma Aava. 

De acordo com o texto, a paciente terá direito à acompanhante em atendimentos com ou sem sedação e caso ela prefira uma pessoa de sua confiança ou dispense a presença da profissional de saúde deverá firmar um termo.

“A gente tem um déficit de profissionais nessa área que sejam mulheres, então a fila de espera para essas profissionais é muito maior e além disso, essa é uma escolha que as mulheres só podem ter quando procuram um atendimento particular, as mulheres que são atendidas pelo SUS, elas são atendidas pelo profissional que tiver à disposição naquele momento, então essa lei vem corrigir um pouco dessa distorção”, explica Aava.

A lei levará o nome de Kethleen Carneiro, de 20 anos, que contou à polícia que foi abusada pelo médico Nicodemos de Morais, em uma consulta, quando tinha apenas 12 anos. 

“Das 53 vítimas que apareceram até agora a Kethleen foi a primeira que teve coragem de expor o seu nome, expor o seu rosto para encorajar outras mulheres, então é por isso que nós estamos colocando o nome dela nessa lei para que as mulheres se inspirem nela e saibam que não importa o poder e prestígio que o homem tenha, elas precisam denunciar”, afirma a vereadora.

A matéria segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça, antes de passar por dois turnos de votação no plenário.

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