Internacional

Espanha fecha espaço aéreo a aviões militares dos EUA envolvidos na guerra no Irã

Léo Carvalho

Publicado em 30 de março de 2026 às 11:27 | Atualizado há 2 meses

Espanha veta espaço aéreo a aviões militares dos EUA em meio à guerra no Irã | Foto: Shutterstock
Espanha veta espaço aéreo a aviões militares dos EUA em meio à guerra no Irã | Foto: Shutterstock

O governo da Espanha anunciou nesta segunda-feira (30) que não autorizará o uso de seu espaço aéreo por aviões militares dos Estados Unidos envolvidos na guerra no Irã. A medida também inclui a proibição do uso de bases militares no país para ações relacionadas ao conflito.

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A declaração foi feita pela ministra da Defesa, Margarita Robles, em Madri. Segundo ela, a decisão segue a posição já adotada pelo governo espanhol de não participar nem contribuir com a guerra.

Semanas antes, o primeiro-ministro Pedro Sánchez já havia negado à Casa Branca o uso das bases de Rota e Morón para operações contra Teerã. A medida coloca a Espanha em posição diferente de outros países europeus, como a Alemanha, que prestaram apoio militar aos Estados Unidos.

Com a restrição, aeronaves militares americanas terão que alterar suas rotas e contornar o território espanhol em missões com destino ao Oriente Médio, exceto em casos considerados emergenciais.

O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, afirmou que a decisão está alinhada com a política externa do país e foi adotada mesmo diante do risco de desgaste nas relações com Washington.

Decisão da Espanha impede sobrevoo de aeronaves militares dos EUA em operações ligadas ao Irã | Foto: Reprodução/Controladores Aéreos

Após a recusa espanhola em autorizar o uso das bases militares, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump determinou a avaliação de possíveis medidas contra o país europeu, incluindo a revisão de relações comerciais. Na ocasião, criticou duramente a Espanha.

Pedro Sánchez classificou a guerra no Irã como um “desastre” e comparou o conflito a outros episódios recentes, como a guerra na Ucrânia e a ofensiva militar em Gaza.

As relações entre Espanha e Estados Unidos já vinham sob tensão por divergências em temas como migração e defesa. O governo espanhol também resiste a elevar os gastos militares para 5% do PIB, como defendido por outros países europeus.

Além disso, Sánchez tem adotado posições críticas em outras frentes, como a recusa em permitir a atracação de navios com armas destinadas a Israel e a proposta de responsabilizar plataformas digitais por conteúdos considerados prejudiciais.


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