EUA prometem execução pública de Nidal Hasan, condenado por massacre em Fort Hood
Redação Online
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 16:12 | Atualizado há 1 hora
Nidal Hasan, ex-psiquiatra militar condenado pelo massacre em Fort Hood, em 2009 | Foto: Reprodução
O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, prometeu em uma entrevista nesta semana que a execução de Nidal Hasan, um ex-psiquiatra militar que matou 13 pessoas em um ataque a tiros em Fort Hood, no Texas, em 2009, seria “pública”. “Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja pública, porque as pessoas precisam entender que existem consequências graves para esse tipo de coisa”, disse Hegseth. Nesta quinta-feira (08/10), um funcionário do Pentágono afirmou que a execução “será transmitida ao vivo”, mas não forneceu mais detalhes. Hasan deve se tornar a primeira pessoa a ser executada por fuzilamento pelas Forças Armadas dos EUA desde 1945. A execução está agendada para 3 de dezembro na mesma base onde Hasan abriu fogo com uma pistola equipada com mira a laser dentro de uma instalação médica.
O caso ocorre em meio a um intenso debate nos EUA sobre a pena de morte, após a execução mal-sucedida por injeção letal de uma mulher do Tennessee. A morte por fuzilamento foi uma das várias formas de pena capital que o governo de Donald Trump recentemente acrescentou à lista de métodos permitidos para a execução de pessoas condenadas pelos crimes federais mais graves, ao lado da cadeira elétrica e da asfixia por gás.
À CNN, Eugene Fidell, especialista em direito militar dos Estados Unidos, afirmou que não vê barreiras legais para a transmissão ao vivo da execução por fuzilamento, mas lamentou a medida. “Independentemente de qual seja a opinião das pessoas sobre o caso do major Hasan ou sobre a pena de morte em geral, a ideia de realizar um espetáculo público é realmente muito lamentável, e gostaria de acreditar que o governo reconsideraria essa decisão”, pontuou.