Internacional

Irã endurece discurso, fecha Ormuz e ameaça “punir” após ações de Israel

Giovanna Gonçalves - Estágio DM

Publicado em 8 de abril de 2026 às 14:15 | Atualizado há 3 meses

A cidade de Tiro, no sul do Líbano foi atingida por ataques israelenses, contrariando o acordo de cessar-fogo | Foto: KAWNAT HAJU / AFP
A cidade de Tiro, no sul do Líbano foi atingida por ataques israelenses, contrariando o acordo de cessar-fogo | Foto: KAWNAT HAJU / AFP

Menos de um dia após confirmar a reabertura do Estreito de Ormuz e o cessar-fogo com os Estados Unidos (EUA), o ministro do Irã ameaçou voltar atrás, nesta quarta-feira (8). Devido aos ataques de Israel ao Líbano, Teerã afirma que o acordo está sendo descumprido e, por isso, declarou que irá “puni-los”.

Leia também:

Iranianos formam correntes humanas para proteger usinas elétricas após ameaças de Trump

O acordo entre o Irã e os Estados Unidos foi anunciado na última terça-feira (7) e previa a reabertura de Ormuz, a princípio, por um prazo de duas semanas. Donald Trump, presidente dos EUA, também afirmou que os ataques americanos teriam uma pausa mediante a abertura da rota marítima.

Mesmo com o tratado firmado com base no plano de dez pontos proposto pelo Irã, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do país afirmou estar “com os dedos no gatilho” para responder a qualquer erro do inimigo com “força total”.

Irã ameaça romper acordo

Tal como antecipado, um dia após o anúncio dos acordos, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz e ameaçou retomar os ataques a Israel.

“Houve violações do cessar-fogo em algumas partes da zona de conflito, o que mina o espírito do processo de paz”, disse o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, referindo-se a denúncias feitas pelo governo do Líbano, que acusou Israel de deixar centenas de vítimas ao atacar áreas densamente povoadas após o cessar-fogo.

Israel vinha expressando apoio ao acordo firmado entre Teerã e Washington, mas o premiê Benjamin Netanyahu afirmou que o cessar-fogo não se aplica ao Líbano, contrariando declarações do Paquistão, que atuou como mediador do acordo.

Após a declaração, os bombardeios de Israel ao Líbano foram considerados o maior ataque contra o território libanês desde o início do conflito.

Escalada de ataques na região

Por outro lado, há também denúncias do Catar e da Arábia Saudita contra o Irã.

Foi divulgado que um oleoduto em território saudita foi alvo de ataque iraniano poucas horas após o cessar-fogo ser firmado. Já o Catar foi alvejado por artefatos iranianos – que foram interceptados –, segundo o Ministério da Defesa do país.

Além disso, na manhã desta quarta-feira, ataques iranianos também foram registrados no Iraque e no Bahrein.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia