Internacional

Meta inicia 8 mil demissões em massa para bancar expansão da inteligência artificial

Léo Carvalho

Publicado em 20 de maio de 2026 às 14:04 | Atualizado há 2 meses

Meta iniciou demissões em vários países e amplia aposta em inteligência artificial para aumentar eficiência operacional | Foto: REUTERS/Manuel Orbegozo
Meta iniciou demissões em vários países e amplia aposta em inteligência artificial para aumentar eficiência operacional | Foto: REUTERS/Manuel Orbegozo

A Meta começou a demitir funcionários em vários países como parte de uma reestruturação para reduzir custos e bancar investimentos pesados em inteligência artificial.

Notificações de demissão começaram a chegar a funcionários ao redor do mundo na manhã desta quarta-feira (20). A empresa iniciou o envio de comunicados pela Ásia e deve avisar também equipes nos EUA ao longo do dia, de acordo com um memorando interno.

O corte previsto é de cerca de 8.000 vagas no mundo, e a companhia orientou parte do time a trabalhar de casa durante o processo. Na Irlanda, a Meta teria demitido por volta de 350 pessoas, o que representaria cerca de um quinto da operação local, segundo uma fonte com conhecimento do assunto.

As demissões devem atingir principalmente áreas de engenharia e produto, e novos cortes podem ocorrer mais adiante neste ano. A Meta não detalhou os números por país, mas afirmou que já notificou os funcionários afetados e o governo irlandês.

Ao mesmo tempo, a empresa realocou cerca de 7.000 pessoas para times recém-criados voltados a iniciativas de IA. A chefe de pessoas da Meta, Janelle Gale, escreveu no memorando: “Chegamos a um ponto em que muitas áreas podem operar com uma estrutura mais enxuta, com equipes menores, em grupos que se movem mais rápido e com mais autonomia. Acreditamos que isso vai nos tornar mais produtivos e deixar o trabalho mais recompensador”. Recentemente, a Meta começou a monitorar cliques de funcionários para treinar IA.

Mark Zuckerberg colocou a IA como prioridade máxima e tem pressionado por ganhos de eficiência. A empresa incentiva engenheiros a usar agentes de IA para ajudar a programar e avalia formas de melhorar a tecnologia com dados de uso de dispositivos, o que gerou incômodo interno.

Funcionários relatam frustração e ansiedade com a combinação de mudanças e risco de demissões. Mais de mil pessoas assinaram uma petição pedindo que a empresa não colete dados de dispositivos para treinar IA, incluindo informações detalhadas como teclas digitadas, movimentos do mouse e conteúdo da tela.

Em abril, havia relatos de que a Meta planejava uma rodada de demissões em massa para 20 de maio, com cortes adicionais depois. Na ocasião, fontes da agência de notícias Reuters disseram que a empresa pretendia desligar cerca de 10% da força de trabalho global, o equivalente a aproximadamente 8.000 pessoas.

A reportagem da Reuters apontou que o plano poderia ser ajustado conforme a evolução das capacidades de IA da companhia. O objetivo, segundo as fontes, era deixar a empresa com menos camadas de gestão e mais eficiência com o uso de ferramentas de inteligência artificial.


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