Internacional

Milei assina decreto para barrar estrangeiros que promovam ódio contra argentinos

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 30 de julho de 2026 às 10:47 | Atualizado há 1 hora

Javier Milei durante agenda oficial decreto endurece regras para entrada e permanência de estrangeiros na Argentina | Foto: Angela Weiss/AFP
Javier Milei durante agenda oficial decreto endurece regras para entrada e permanência de estrangeiros na Argentina | Foto: Angela Weiss/AFP

O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um decreto que proíbe a entrada ou determina a expulsão de estrangeiros que promovam ódio, discriminação ou violência contra argentinos por sua nacionalidade.

A medida foi anunciada pelo gabinete da Presidência argentina nesta quarta-feira (29). De acordo com o governo do país vizinho, a decisão é uma resposta a “recentes manifestações de hostilidade” contra a Argentina.

O DNU (Decreto de Necessidade e Urgência) barra ou expulsa estrangeiros que atacarem o país. A punição também será aplicada a quem cometer atos classificados como ofensivos aos símbolos nacionais da Argentina.

A Presidência argentina declarou que a defesa dos cidadãos e símbolos não é negociável.

“Quem atacar a República Argentina não é bem-vindo em nosso país”, diz o comunicado oficial divulgado pelo governo de Milei.

“Diante das recentes manifestações de hostilidade contra a República Argentina e os argentinos, o Governo Nacional reafirma que a defesa da Nação, de seus cidadãos e de seus símbolos não é negociável. Quem atacar a República Argentina não será bem-vindo em nosso país”, declarou o Gabinete da Presidência.

Decreto é publicado em meio à crise diplomática com o Brasil

Javier Milei afirmou em São Paulo que confia em Flávio Bolsonaro (PL) para “deter o lixo socialista”. Fala aconteceu na convenção que oficializou o senador como candidato à Presidência da República pelo partido.

O argentino chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de “lixo careca”. A ofensa foi dirigida ao magistrado após a decisão que proibiu uma visita dele ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Sei que Lula se cansou de receber dirigentes do exterior quando estava preso. Entre eles, o nefasto ex-presidente argentino Alberto Fernandez”, afirmou Milei.

O jornal La Nación publicou que a Casa Rosada não deve pedir desculpas a Brasília pelas declarações de Milei. A informação foi fornecida por um alto funcionário do governo argentino.

Planalto reage às declarações de Milei

“Quem é esse cara?”, declarou Lula. O presidente brasileiro respondeu de forma irônica a jornalistas que lhe questionaram sobre as declarações feitas por Javier Milei, no fim de semana.

Geraldo Alckmin classificou os ataques do presidente argentino Javier Milei ao Brasil como “lamentáveis”. O vice-presidente afirmou que Milei presta um desserviço ao próprio país ao se envolver de forma grosseira em assuntos internos brasileiros.

O episódio detonou uma crise diplomática inédita entre os dois países. Após as declarações, o Itamaraty convocou o embaixador argentino no Brasil para prestar esclarecimentos.


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