Internacional

Petróleo dispara após ameaça do Irã de fechar o Estreito de Hormuz

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 3 de março de 2026 às 08:48 | Atualizado há 5 meses

Brent supera US$ 84 após ameaça de bloqueio no principal corredor energético do mundo | Foto: Reprodução
Brent supera US$ 84 após ameaça de bloqueio no principal corredor energético do mundo | Foto: Reprodução

A escalada do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos provocou forte turbulência no mercado internacional de energia. Logo na abertura do pregão de domingo, o barril do petróleo chegou a saltar 13%, refletindo a reação imediata dos investidores aos ataques americanos e israelenses que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Nesta terça-feira (3), a tensão voltou a impulsionar as cotações após o anúncio do fechamento do Estreito de Hormuz para navegação. Por volta das 8h10, o Brent, referência global da commodity, era negociado acima de US$ 84,33, registrando avanço diário de 8%. Analistas apontam que o movimento é sustentado pelo temor de interrupção prolongada na oferta global.

O Irã responde por cerca de 3,3 milhões de barris por dia, o equivalente a aproximadamente 3% da produção mundial. Apesar da fatia relativamente modesta, o país exerce papel estratégico no abastecimento energético por controlar a área do Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais relevantes do planeta para o transporte de petróleo e gás.

Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz | Foto: Reuters

A Guarda Revolucionária iraniana declarou que poderá atacar e incendiar embarcações que tentarem cruzar o estreito, corredor que liga o Golfo Pérsico ao mar aberto e separa o território iraniano da península Arábica. Em seu ponto mais estreito, a passagem tem cerca de 40 quilômetros de largura. Estima-se que aproximadamente 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito consumidos diariamente no mundo transitem por essa via.

Diante do agravamento da crise, companhias de energia em diversos países do Oriente Médio suspenderam operações e evacuaram funcionários por questões de segurança. O risco de bloqueio total da rota marítima acendeu alertas em governos e mercados financeiros, elevando também o preço de fretes marítimos e pressionando bolsas internacionais. Especialistas não descartam novos picos nas cotações caso o impasse militar se prolongue ou haja retaliações adicionais na região.


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