Magia do Natal
Redação DM
Publicado em 23 de dezembro de 2022 às 15:49 | Atualizado há 4 anosA época natalícia tem uma vibração energética especial semeada no ar e que todos sentimos, mesmo os que se declaram indiferentes ou os que o desvalorizam. É uma época em que o céu se abre deixando sair uma imensa chuva de anjos de luz que limpam o ar de energias tóxicas e o tornam mais leve. (Por isso, nos sentimos tão bem, em comparação ao resto do ano. É uma altura do ano que nos mostra o que podemos ser.)
E, como toda a energia que somos, esta mistura-se com aquela suspensa no ar e o resultado é brilhante. Olhos e bocas sorridentes alegram os rostos e aquecem os corações dos que se cruzam, criando uma proximidade só sentida nestes dias. Todos os bons sentimentos afloram à superfície da pele e ajudam a mente a entrar nesse mundo de sonho que nos arrebata cada ano. E é esta capacidade de sonhar, de sentir, de partilhar que é o verdadeiro espírito festivo. Não são as prendas, a presença de familiares, as decorações, a comida, a música ou os filmes que representam a atmosfera do advento. É a capacidade de sonhar e de reencontrar essa energia que somos, essa energia que nos faz mover e criar, essa luz que trazemos da Fonte, e que é parte dela, que é o verdadeiro espírito desta época brilhante. É este reencontro com essa energia interior que somos, fazendo-a vibrar numa vaga tão alta que ultrapassa esta pobre dimensão a que estamos presos, e nos transporta para a felicidade que desejamos e que está incrustada nessa luz que é o nosso amor próprio. Começar por aprender a amar quem somos, com todas as limitações inerentes, aceitá-las e amá-las sem comparações absurdas, perceber que todos somos importantes e temos um papel importante a desempenhar em mais uma vida, desta forma, encontraremos o espírito que reflete essa atmosfera energizante que nos rodeia nestes dias incomparáveis.
Só quando percebermos que o Natal é um processo de autoreconhecimento interior, de amor infinito por nós próprios, só assim poderemos sentir e entender verdadeiramente o Natal.
A verdade, é que o Natal é o que nós escolhemos que seja, tudo é uma escolha e, com cada escolha que fazemos, temos de aprender a viver com as subsequentes consequências: a desilusão ou a felicidade.
Eu escolho a felicidade, seja nesta ou noutra época.