Brasil

Daniel critica ineficiência nos gastos com segurança

Redação DM

Publicado em 17 de fevereiro de 2018 às 22:31 | Atualizado há 8 anos

O presídio de Anápolis, inau­gurado na última sexta-feira com quatro anos de atraso e com um sobrepreço de 47% no valor final da obra foi citado pelo deputado federal Daniel Vilela como exem­plo da falta de planejamento e de eficiência do governo do Estado na área da segurança.

Em entrevista ao Portal Diário de Goiás, o pré-candidato ao go­verno pelo MDB diz que esta rea­lidade é mais um reflexo da falta de vontade e do distanciamento do governo tucano com a população do Estado. “O governo federal dis­ponibilizou nos últimos anos R$ 44 milhões para a questão penitenciá­ria em Goiás, mas o governo do Es­tado usou só R$ 7 milhões. Ficaram para trás R$ 37 milhões que pode­riam ter sido utilizados para con­cluir dentro do prazo os presídios em construção, evitando muitos

Mas o resultado desse descaso é que o governo entregou hoje o presídio de Anápolis com quase 50% de adidos problemas que vivemos hoje. tivo no valor e com 4 anos de atra­so. Isto é falta de planejamento e in­competência”, afirmou Daniel Vilela. ­

O deputado disse que o déficit de investimentos na segurança em Goiás nos últimos 20 anos e a falta de gestão criaram um cenário difí­cil de ser revertido no curto prazo. A solução, afirma, vai demandar um grande aumento nos investi­mentos e otimização de recursos. “O desequilíbrio do efetivo da PM e da Polícia Civil, comparado ao crescimento da população, criou uma situação de muita dificuldade e existe um agravante: quase meta­de do efetivo da PM está apto a se aposentar hoje ou no curto prazo. Temos que investir em tecnologia para ajudar amenizar este quadro e atuar de forma preventiva, com inteligência”, defende Daniel Vilela.

“Não justifica você ter, por exemplo, uma centena de poli­ciais para cuidar de prédios públi­cos sendo que existem câmeras de videomonitoramento que podem fazer muito bem isto, reduzindo o efetivo desta vigilância dos prédios públicos para 10% do que temos atualmente. Assim, poderíamos aproveitar esses policiais, que são experientes, à frente de missões im­portantes, coordenando equipes ou atuando diretamente na rua.” Daniel acrescentou que, paralelo a estas ações, o governo tem que apresentar um projeto de médio e longo prazo de aumento do efetivo das forças de segurança.

“Mas não adianta fazer política demagógica, dizendo que vai do­brar o número de efetivo e num passe de mágica resolver este pro­blema. Nenhum candidato pode se comprometer a fazer isto pois não existem recursos para fazer um in­vestimento deste tamanho imedia­tamente. Tem que escalonar esses gastos nos próximos anos, com pla­nejamento, e a melhora acontece­rá de forma consistente, sem ma­quiagem”, afirmou Daniel.

 

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